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Ex-presidente do Rioprevidência é preso em investigação sobre investimentos de quase R$ 1 bi no Master

Aplicações de alto risco colocam em perigo recursos de aposentadorias e pensões de 235 mil servidores

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 13:33

O diretor-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes
O diretor-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes Crédito: Rioprevidência/Divulgação

O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso nesta terça-feira (3) durante ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal em Itatiaia, no Sul do estado do Rio de Janeiro. O órgão é responsável pelo regime próprio de previdência dos servidores estaduais.

A prisão ocorre após desdobramentos de investigações que apuram suspeitas de irregularidades na gestão do fundo previdenciário. Em 23 de janeiro, Deivis deixou o comando da instituição após operação da PF que investiga possíveis casos de gestão fraudulenta, corrupção e desvio de recursos envolvendo investimentos ligados ao Banco Master.

Durante a administração dele e de outros dois ex-diretores, o fundo aplicou quase R$ 1 bilhão em letras financeiras emitidas pelo banco. Esses títulos são considerados de alto risco e não possuem garantia do Fundo Garantidor de Crédito.

Segundo a Polícia Federal, nove operações realizadas entre 2023 e 2024 teriam colocado em risco os recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores públicos estaduais e seus dependentes.

Veja como solicitar resgate por Reprodução

Os investimentos do Rioprevidência no Banco Master também vêm sendo analisados pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) há mais de um ano. Em outubro de 2025, o tribunal proibiu novas aplicações em títulos administrados pela instituição financeira e apontou possível gestão inadequada dos recursos públicos.

Em nota, o Rioprevidência informou que realizou, ao longo dos últimos anos, aportes que somam quase R$ 1 bilhão em fundos ligados ao conglomerado controlado por Daniel Vorcaro. Para a PF, as movimentações investigadas “expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.

O fundo estadual é responsável por custear aposentadorias e pensões de servidores do Rio de Janeiro.

De acordo com a Polícia Federal, “A investigação, iniciada em novembro, visa apurar um conjunto de 9 operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado”.

O Banco Master entrou em liquidação extrajudicial em novembro, após o Banco Central apontar situação de insolvência e indícios de irregularidades. Além disso, a PF investiga suspeitas de gestão fraudulenta, concessão de créditos falsos e lavagem de dinheiro envolvendo a instituição.

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Banco Master