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Nikolas Ferreira rebate padre após críticas em missa: 'Falta intelecto, ou Bíblia, ou os dois'

Deputado acusa religioso de distorcer debate

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 13:35

Nikolas Ferreira (PL-MG)
Nikolas Ferreira (PL-MG) Crédito: Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu às críticas feitas pelo padre Ferdinando Mancilio, do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, após declarações do religioso durante uma missa que repercutiram nas redes sociais no fim de semana. A pregação ocorreu no dia 25 de janeiro, mesma data em que terminou a caminhada organizada pelo parlamentar rumo a Brasília.

Sem mencionar Nikolas diretamente, o padre afirmou que manifestações promovidas por quem, segundo ele, não apresentou projetos em favor da população teriam como objetivo apenas alcançar poder político. Também criticou fiéis que defendem o porte de armas.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado reagiu às falas e afirmou que o sacerdote distorce o debate sobre armamento civil. "Falta intelecto ou Bíblia. A arma não é o mal, o mal é quem utiliza. Ou você não lembra quando Caim matou Abel (passagem bíblica) com uma .40? Ou quando Davi matou Golias com uma metralhadora?". 

Brasília tem fortes chuvas no fim de semana por Vinicius Schmidt/Metrópoles

O parlamentar sustentou que armas podem tanto provocar tragédias quanto servir para proteger inocentes, dependendo de quem as utiliza. Ele também ironizou o sistema de segurança do Papa Leão XIV ao rebater a posição do religioso.

"Ou você acredita que quem defende o Papa e seus seguranças utilizam a Bíblia? Claro que não", disse Nikolas. "Eles se indignam com um deputado caminhando de forma ordeira e pacífica, mas eu nunca vi essas mesmas pessoas que dizem que estamos politizando a fé, falar do crime organizado no país, e dizer sobre as armas que matam inocentes nas mãos de criminosos".

O que disse o padre

Durante a homilia, Mancilio criticou a realização de marchas políticas e afirmou que não basta organizar uma caminhada em nome da vida sem histórico de ações concretas em favor da população.

"Não adianta querer fazer uma marcha para Brasília alguém que nunca teve nenhum projeto a favor do povo, e dizer que está defendendo a vida. Mentira, quer o poder. Acho que você entende o que estou dizendo", afirmou o sacerdote.

Na mesma celebração, ele também contestou a defesa do porte de armas por parte de cristãos. "Padre, eu sou cristão, mas sou a favor das armas", me disse uma pessoa aqui no Santuário. Não tem jeito, é impossível. A arma só tem uma finalidade, de ferir e matar. Alguém me disse que o machado também mata, mas sua finalidade é outra. De que lado nós estamos?".

Segundo Nikolas, a caminhada teve como objetivo defender anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e também ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

"Padre ridiculariza marcha para Brasília e autodefesa ao mesmo tempo. Isso não é defesa da paz, está defendendo o discurso do partido do qual é simpatizante", publicou.

Reação de aliados

A fala do padre também provocou reação entre parlamentares aliados ao deputado mineiro. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), classificou o sacerdote como uma “vergonha” para a Igreja Católica. "Padre esquerdista, comunista. Vergonha para a Igreja Católica", escreveu o deputado nas redes sociais.

O senador Magno Malta (PL-ES), que participou da mobilização, também criticou o religioso e afirmou que ele evitou citar Nikolas nominalmente. "Eu tenho certeza que muita gente que foi à missa está insatisfeita. Você (padre) se incomodou tanto, mas foi tão covarde que não teve nem coragem de dizer o nome do Nikolas", declarou. "Não sei a sua idade, mas espero que o senhor esteja vivo para vê-lo ser presidente da República".

Já o deputado José Medeiros (PL-MT) afirmou que a crítica do padre teria cunho político. "Padre ridiculariza marcha para Brasília e autodefesa ao mesmo tempo. Isso não é defesa da paz, está defendendo o discurso do partido do qual é simpatizante", publicou.

Caminhada até Brasília

A marcha liderada por Nikolas Ferreira percorreu cerca de 240 km entre Paracatu (MG) e Brasília, entre 19 e 25 de janeiro, e terminou com um ato na Praça do Cruzeiro, no DF, que reuniu aproximadamente 18 mil pessoas, segundo o deputado. O percurso teve apoio das forças de segurança e, segundo o parlamentar, buscou mobilizar apoiadores contra decisões judiciais que considera injustas. No Distrito Federal, o policiamento foi reforçado e o ministro Alexandre de Moraes proibiu manifestações próximas ao Complexo da Papuda. 

Durante o ato final, nas proximidades do Memorial JK, um raio atingiu a área central de Brasília e deixou feridos. Segundo o Corpo de Bombeiros, 89 pessoas foram atendidas, das quais 47 precisaram ser levadas a hospitais e 11 necessitaram de cuidados médicos mais intensos.

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Nikolas Ferreira