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Carol Neves
Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 07:44
O Banco Central decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial do Will Bank, banco digital do grupo Master. A decisão encerra o regime de administração especial temporária em vigor desde novembro e retira a instituição do Sistema Financeiro Nacional. >
A liquidação ocorre após o fracasso na tentativa de venda do banco, que havia sido preservado quando o BC anunciou a liquidação do Banco Master, em 18 de novembro. Na época, a expectativa era de que a negociação ajudasse a reduzir prejuízos, o que não se concretizou dentro do prazo máximo de 120 dias.>
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Antes do anúncio oficial, a Mastercard suspendeu a aceitação de transações com cartões do Will Bank, após operações feitas por clientes não serem honradas pelo banco. A bandeira também executou garantias ligadas às dívidas da instituição e passou a deter participações relevantes na Westwing e no BRB (Banco de Brasília).>
Criado em 2017 e comprado pelo grupo Master em 2024, o Will Bank encerrou o primeiro semestre com R$ 14,4 bilhões em ativos, prejuízo de R$ 244,7 milhões e patrimônio líquido próximo de R$ 300 milhões, segundo dados do Banco Central.>
A venda do banco era vista como uma forma de mitigar as perdas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por indenizar até 800 mil investidores em títulos do Master, em um volume estimado de R$ 40,6 bilhões. Sem a operação, o impacto para o fundo tende a aumentar. Em setembro, o Will tinha R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo.>
Na semana passada, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o uso de fundos para inflar o patrimônio do Banco Master. Entre os alvos estão endereços ligados a Daniel Vorcaro, controlador do grupo, que já havia sido preso na primeira fase da operação e atualmente é monitorado por tornozeleira eletrônica.>