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Carol Neves
Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 14:35
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) estima que poderá desembolsar cerca de R$ 6,3 bilhões para indenizar clientes da Will Financeira, conhecida como Will Bank, após a decretação de liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central do Brasil (BC), anunciada na manhã desta quarta-feira (21). O cálculo considera informações disponíveis até novembro de 2025. >
De acordo com o FGC, os pagamentos seguirão o regulamento do fundo e terão como referência os dados consolidados pelo liquidante nomeado pelo BC. O órgão reforça que o número exato de clientes beneficiados e o valor final a ser pago ainda dependem dessa consolidação.>
Famosos que já foram contratados pelo Will Bank
"A quantidade de clientes e o valor a ser pago serão divulgados após a referida consolidação das informações", informou o fundo.>
O FGC chama atenção para o fato de o Will Bank integrar o conglomerado do Banco Master, o que pode influenciar o montante efetivamente desembolsado.>
"Isso pode afetar o valor estimado de desembolsos a serem realizados pelo FGC, por conta de alguns beneficiários já terem superado o limite de garantia", explica o fundo.>
Segundo o FGC, clientes que adquiriram produtos elegíveis à garantia antes da compra do Will Bank pelo Master, em 21 de agosto de 2024, terão a cobertura preservada. Após essa data, quem tiver aplicações tanto no Will quanto em outras instituições do mesmo conglomerado terá os valores consolidados por CPF ou CNPJ, respeitando o teto de R$ 250 mil.>
"Caso o credor já tenha recebido o valor limite da garantia de R$ 250 mil na liquidação das instituições Banco Master, Banco Master de Investimento ou Letsbank, não haverá valores adicionais a receber do FGC, uma vez que todas as instituições pertencem ao mesmo conglomerado financeiro", destaca o fundo.>
Quando começam os pagamentos>
O FGC esclarece que não há prazo legal definido para o início dos pagamentos. Em liquidações recentes, o intervalo para o começo dos repasses variou entre 30 e 60 dias.>
Enquanto isso, o fundo orienta que depositantes e investidores do Will Bank façam o cadastro básico no aplicativo do FGC e aguardem as notificações oficiais.>
"Assim que o liquidante enviar ao FGC a base consolidada de credores, o Fundo divulgará, em seus canais oficiais e em seu site, todas as instruções sobre o início dos pagamentos, incluindo o período para solicitação da garantia", informou. Todo o processo será digital.>
Como funciona o pagamento da garantia>
Após a liquidação extrajudicial, o BC nomeia um liquidante, que reúne a lista de credores e os valores devidos. Esse levantamento é encaminhado ao FGC, que então libera o sistema para solicitação da garantia.>
O pagamento não é automático. O credor precisa manifestar interesse, pois a operação envolve cessão de créditos com sub-rogação de direitos: o cliente recebe o valor garantido e o FGC passa a ter o direito de cobrar a quantia do banco liquidado. Quem não solicitar, não recebe.>
Pessoas físicas fazem o pedido pelo aplicativo do FGC, enquanto pessoas jurídicas utilizam o site do fundo. Após o cadastro e a assinatura digital do termo, estando os dados corretos, o pagamento é realizado em até 48 horas úteis, diretamente na conta do credor.>
Valores que excederem o limite de R$ 250 mil não são cobertos pelo FGC e seguem o processo de liquidação do Will Bank. Nesses casos, o credor se torna quirografário e não há garantia de recuperação do montante excedente.>
Passo a passo para solicitar o reembolso>
Para pessoas físicas, o pedido deve ser feito pelo aplicativo do FGC, disponível para Android e iOS.>
O processo inclui:>
baixar o aplicativo e realizar o cadastro com nome completo, CPF e data de nascimento;>
solicitar o pagamento, etapa liberada apenas após o envio da lista de credores pelo liquidante;>
informar uma conta bancária de mesma titularidade, validar a biometria e enviar documentos, se necessário.>
No caso de pessoas jurídicas, o representante legal deve acessar o Portal do Investidor. Após o preenchimento das informações, o FGC envia um e-mail com as orientações.>
Situações que envolvam inventariantes ou espólio são tratadas diretamente com os beneficiários e não podem ser resolvidas pelo aplicativo.>