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Ex-Bahia vai parar no Campeonato Gaúcho após fracassar na Europa

O jogador estava no Anorthosis Famagusta, do Chipre, onde atuou em apenas duas partidas

  • Foto do(a) author(a) Alan Pinheiro
  • Alan Pinheiro

Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 04:00

Índio Ramírez com a camisa do Bahia
Índio Ramírez com a camisa do Bahia Crédito: Felipe Oliveira/EC Bahia

O meia-atacante colombiano Juan Pablo "Índio" Ramírez vai disputar o Campeonato Gaúcho em 2026 com a camisa do Avenida. O jogador de 28 anos foi anunciado pelo novo clube na noite da última terça-feira (20). Ex-jogador do Bahia, o meia volta ao Brasil após passagem apagada na Europa.

O jogador estava no Anorthosis Famagusta, do Chipre, onde atuou em apenas duas partidas na atual temporada. Antes disso, o jogador colombiano construiu sua trajetória no futebol brasileiro com as camisas do Bahia, entre 2020 e 2021, e pelo América-MG, em 2022. No Esquadrão, o jogador participou de 15 jogos, com três gols marcados e uma assistência.

Índio Ramírez com a camisa do Bahia por Felipe Oliveira/EC Bahia

No Bahia, no entanto, sua passagem foi marcada por dois momentos marcantes. O colombiano ficou quase oito meses longe dos gramados após realizar cirurgia para reconstrução de um ligamento do joelho. Quando se lesionou, no início de 2021, Ramírez era uma das referências do time e teve grande contribuição na manutenção da equipe na primeira divisão.

Antes, o jogador se envolveu em uma polêmica com o volante Gerson, atual atleta do Cruzeiro. Em 2020, durante a partida entre Flamengo e Bahia, Gerson acusou o colombiano Ramírez de ter falado "cala boca, negro!" do jogador do Bahia. No momento do suposto ocorrido, houve uma grande discussão no campo, que resultou também em acusação na esfera criminal, investigada pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.

"O Ramirez, quando tomamos acho que o segundo gol, o Bruno fingiu que ia chutar a bola e ele reclamou com o Bruno. Eu fui falar com ele e ele falou bem assim para mim: "Cala a boca, negro". Eu nunca falei nada disso, porque nunca sofri. Mas isso aí eu não aceito", acusou Gerson em entrevista pós-jogo.

"Em nenhum fui racista com nenhum dos jogadores, nem com Gerson, nem com qualquer outra pessoa. Acontece que quando fizemos o segundo gol botamos a bola no meio do campo para sair rapidamente e o Bruno Henrique finge e eu arranco a correr e eu digo a Bruno que” jogue rápido, por favor”, "vamos irmão, jogar sério”. Aí ele joga a bola para trás e Gerson, não sei o que me fala, mas eu não compreendo muito o português. Não compreendi o que me disse e falei "joga rápido, irmão", se defendeu Ramírez.

Na época, o Esquadrão chegou a afastar o meia-atacante até que a apuração do caso fosse concluída. Em fevereiro de 2021, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) informou que o processo foi arquivado. Em nota à imprensa, o auditor Maurício Neves Fonseca, relator do inquérito, justificou a decisão "pela insuficiência de elementos probatórios".

A nota do Tribunal diz que, conforme o relator, as pessoas ouvidas no processo - entre elas árbitro, auxiliares e o então técnico do Bahia, Mano Menezes - afirmaram não terem ouvido Ramirez dizer a frase a ele atribuída. Ainda segundo Fonseca, "as próprias testemunhas do atleta Gerson, os jogadores Bruno Henrique e Natan, em depoimento na delegacia de polícia, também declararam que não ouviram as referidas palavras" e "as imagens de vídeo e os laudos apresentados no inquérito desportivo também não comprovaram a prática da infração disciplinar".

O auditor lembrou que Gerson, Bruno Henrique e Natan não compareceram ao Tribunal para prestarem depoimento ou manifestaram interesse em realizar as oitivas por vídeo e explicou que a "palavra isolada" de Gerson, "por si só, não autoriza o oferecimento de denúncia", apesar de ser levada em consideração para abertura do inquérito.