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'Frieza total': o que diz a polícia sobre técnicos presos por mortes em UTI

Profissionais confessaram o crime em depoimento

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 15:31

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Amanda, Marcos e Marcela foram presos pelas mortes dos pacientes Crédito: Reprodução

Os três técnicos de enfermagem presos sob suspeita de matar três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), demonstraram “frieza total” quando prestaram depoimento após suas prisões. A informação foi divulgada pelo delegado da Polícia Civil (PCDF), Maurício Iacozzill, que está à frente das investigações. 

Os suspeitos são Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22. Dois deles confessaram a participação nas mortes em depoimento à polícia, após serem confrontados com imagens de câmeras de segurança. 

“O Marcos disse que tinha apenas seguido a receita passada pelo médico. Quando mostramos as filmagens, ele disse que ‘realmente tinha feito aquilo‘, mas não deixou claro qual foi a motivação”, explicou o delegado, ao portal Metrópoles. Marcela Camilly disse que não sabia o que estava aplicando nos pacientes e que estaria “arrependida” de não ter avisado a equipe do hospital.

Suspeito Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo por Reprodução

A técnica Amanda negou a participação e disse acreditar que Marcos aplicava medicamentos normais, mas confirmou que não perguntou qual substância ele ministrava nos pacientes. Segundo o Metrópoles, imagens do hospital mostram a técnica vigiando a porta no momento da aplicação. 

Segundo a Polícia Civil, o trio é investigado por homicídio qualificado na morte de três pacientes: Miranilde Pereira da Silva, João Clemente Pereira e Marcos Raymundo Fernandes Moreira. As apurações indicam que Marcos aplicava doses elevadas de medicamentos nos pacientes, usando-os como veneno, e que em um dos casos chegou a injetar desinfetante na veia da vítima. As duas técnicas teriam atuado dando “cobertura” ao colega em dois dos três homicídios.

Após a abertura da investigação interna, os três suspeitos foram demitidos do Hospital Anchieta. Marcos já havia sido contratado em outra unidade particular de Taguatinga, atuando em uma UTI pediátrica.

Em nota, o Hospital Anchieta disse que ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos na Unidade de Terapia Intensiva, instaurou um comitê interno para investigar os casos e, a partir dos resultados, pediu a abertura de um inquérito policial.

"Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes", diz.