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Três técnicos de enfermagem são presos suspeitos de matar pacientes em UTI

Mortes foram registradas no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF)

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 14:48

Três pacientes foram mortos na UTI de um hospital privado
Três pacientes foram mortos na UTI de um hospital privado Crédito: Divulgação/PCDF

Três técnicos de enfermagem foram presos suspeitos de três assassinatos em um hospital de Taguatinga, no Distrito Federal, em novembro e dezembro do ano passado. As mortes foram registradas na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Anchieta. 

Em coletiva de imprensa, o delegado Wisllei Salomão, da Coordenação de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), afirmou que o principal suspeito, de 24 anos, escondeu um medicamento dentro do jaleco para aplicá-lo em pacientes da UTI. A substância, quando administrada fora de protocolos médicos, pode causar parada cardíaca em minutos.

Além do homem de 24 anos, são investigadas duas técnicas, de 22 e 28 anos. Ainda não se sabe a motivação do crime. O medicamento foi administrado em três vítimas específicas, sendo duas no dia 19 de novembro e uma no dia 1º de dezembro.

As vítimas foram identificadas como sendo o  servidor da Companhia de Abastecimento de Água e Esgoto (Caesb) João Clemente Pereira, de 63 anos; o servidor dos Correios Marcos Moreira, de 33, e uma professora aposentada, de 75, que ainda não teve a identidade revelada. 

Investigação

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga pelo menos 20 laudos de mortes em hospitais do Distrito Federal após os casos, segundo informações do Metrópoles.

De acordo com a Polícia Civil, as prisões dos técnicos aconteceram no último dia 11. Na ocasião, os agentes também cumpriram três mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas de Goiás.

Em nota, o Hospital Anchieta disse que ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos na Unidade de Terapia Intensiva, instaurou um comitê interno para investigar os casos e, a partir dos resultados, pediu a abertura de um inquérito policial. 

"Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes", diz o hospital, em nota.