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Fernanda Varela
Publicado em 7 de março de 2026 às 13:35
A proteção a mulheres vítimas de violência doméstica ganhou novos mecanismos legais no Brasil. Uma lei recente passou a permitir que agressores sejam obrigados pela Justiça a usar tornozeleira eletrônica durante o cumprimento de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.>
Com o monitoramento eletrônico, as autoridades conseguem acompanhar em tempo real a localização do agressor. Caso ele se aproxime da vítima ou descumpra a determinação judicial de manter distância, o sistema pode emitir alertas automáticos para a mulher e para as forças de segurança, permitindo uma resposta mais rápida.>
Veja onde estão as delegacias da mulher (Deam) pela Bahia
A medida faz parte da Lei nº 15.125/2025, que alterou dispositivos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) para fortalecer os mecanismos de proteção às vítimas de violência doméstica e familiar.>
Segundo o Senado Federal, o objetivo da mudança é aumentar a eficácia das medidas protetivas determinadas pela Justiça, já que muitas mulheres continuam sendo ameaçadas ou perseguidas mesmo após decisões judiciais que determinam o afastamento do agressor.>
O uso da tornozeleira eletrônica poderá ser determinado pelo juiz em casos nos quais houver risco de descumprimento da ordem de restrição ou quando for necessário reforçar a segurança da vítima.>
Ampliação do atendimento às vítimas>
Além das novas ferramentas de monitoramento, também há iniciativas para ampliar a rede de atendimento às mulheres em situação de violência. Entre as medidas está o fortalecimento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, com incentivo para funcionamento contínuo e ampliação dos serviços prestados.>
A proposta é garantir que vítimas possam registrar ocorrências, buscar orientação e receber apoio policial a qualquer momento, aumentando a rapidez no atendimento e a proteção contra novos episódios de violência.>
As mudanças fazem parte de um conjunto de ações voltadas ao enfrentamento da violência doméstica no país e ao fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.>