Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Lei autoriza uso de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres com monitoramento em tempo real

Monitoramento em tempo real pode alertar vítima e autoridades caso agressor descumpra ordem judicial

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 7 de março de 2026 às 13:35

Nove pessoas com tornozeleira foram detidas
  Crédito: Reprodução/Seap

A proteção a mulheres vítimas de violência doméstica ganhou novos mecanismos legais no Brasil. Uma lei recente passou a permitir que agressores sejam obrigados pela Justiça a usar tornozeleira eletrônica durante o cumprimento de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

Com o monitoramento eletrônico, as autoridades conseguem acompanhar em tempo real a localização do agressor. Caso ele se aproxime da vítima ou descumpra a determinação judicial de manter distância, o sistema pode emitir alertas automáticos para a mulher e para as forças de segurança, permitindo uma resposta mais rápida.

Deam em Brotas: Rua Padre Luis Filgueiras, Nº 180, CEP: 40240-495 por Google Street View

A medida faz parte da Lei nº 15.125/2025, que alterou dispositivos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) para fortalecer os mecanismos de proteção às vítimas de violência doméstica e familiar.

Segundo o Senado Federal, o objetivo da mudança é aumentar a eficácia das medidas protetivas determinadas pela Justiça, já que muitas mulheres continuam sendo ameaçadas ou perseguidas mesmo após decisões judiciais que determinam o afastamento do agressor.

O uso da tornozeleira eletrônica poderá ser determinado pelo juiz em casos nos quais houver risco de descumprimento da ordem de restrição ou quando for necessário reforçar a segurança da vítima.

Ampliação do atendimento às vítimas

Além das novas ferramentas de monitoramento, também há iniciativas para ampliar a rede de atendimento às mulheres em situação de violência. Entre as medidas está o fortalecimento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, com incentivo para funcionamento contínuo e ampliação dos serviços prestados.

A proposta é garantir que vítimas possam registrar ocorrências, buscar orientação e receber apoio policial a qualquer momento, aumentando a rapidez no atendimento e a proteção contra novos episódios de violência.

As mudanças fazem parte de um conjunto de ações voltadas ao enfrentamento da violência doméstica no país e ao fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.