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Carol Neves
Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 10:54
Após cair e bater a cabeça na madrugada de terça-feira, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para realizar exames médicos em um hospital particular nesta quarta-feira. >
A decisão atende a um pedido feito pela defesa, que solicitava a remoção do ex-presidente para avaliação hospitalar. Bolsonaro será submetido a uma tomografia e a uma ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma, exame utilizado para analisar a atividade cerebral.>
Bolsonaro toma queda em cela
No despacho, Moraes determinou que o transporte e o esquema de segurança fiquem sob responsabilidade da Polícia Federal, com a orientação de que tudo seja feito “de maneira discreta”, incluindo o desembarque pela garagem do hospital.>
Um relatório médico elaborado pela própria PF, divulgado na terça-feira, apontou que Bolsonaro apresentava uma “lesão superficial cortante” no rosto e no pé esquerdo. Segundo o documento, ele estava “consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico”.>
O laudo também registrou que o ex-presidente mantinha “motricidade e sensibilidade de membros superiores e inferiores preservadas”, embora tenha apresentado “leve desequilíbrio” ao se colocar em pé.>
A defesa havia pedido que Bolsonaro fosse levado ao hospital ainda na terça-feira. Na ocasião, porém, Moraes afirmou que não havia “nenhuma necessidade de remoção imediata” e condicionou a análise do pedido à apresentação do relatório médico da PF e da relação de exames considerados necessários pelos advogados.>