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Carol Neves
Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 08:46
A avaliação médica realizada pela Polícia Federal concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico após relatar uma queda na cela onde está preso, na Superintendência da PF, em Brasília. O laudo foi divulgado nesta terça-feira (6).>
De acordo com o documento, os sinais vitais permaneceram estáveis durante o atendimento, e a equipe de saúde recomendou apenas observação clínica. Mesmo assim, a defesa do ex-presidente tenta obter autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para que Bolsonaro seja submetido a exames neurológicos em ambiente hospitalar, pedido negado pelo ministro Alexandre de Moraes.>
Bolsonaro toma queda em cela
O relatório informa que os profissionais de saúde foram acionados por agentes plantonistas e chegaram à Superintendência da PF por volta das 9h. Durante o exame, foram constatadas pupilas dentro da normalidade, além da preservação da sensibilidade e da mobilidade dos braços e das pernas. O texto reforça que não havia indícios de comprometimento neurológico.>
Segundo o próprio relato de Bolsonaro à equipe médica, a queda teria ocorrido durante a madrugada, quando ele dormia e caiu da cama. A avaliação descreve um leve traumatismo craniano e contusões nos braços e nos pés.>
Os profissionais também registraram leve desequilíbrio ao se levantar, além de pequenos cortes do lado direito do rosto e no dedão do pé esquerdo, com presença de sangue - informações que foram comunicadas à equipe médica que acompanha o ex-presidente.>
Ainda conforme o documento, Bolsonaro relatou que, na segunda-feira (5), sentiu tontura ao longo do dia e apresentou, à noite, episódios de soluços intensos.>
Após o episódio, a defesa solicitou ao STF autorização para a realização de exames neurológicos em hospital. O pedido foi feito depois que o ministro Alexandre de Moraes determinou que os advogados detalhassem quais exames consideram necessários.>
Ao negar a remoção imediata, Moraes citou a avaliação da PF, que apontou ferimentos leves e indicou apenas observação clínica, afirmando não haver necessidade de transferência urgente. O ministro também solicitou que a defesa especifique os exames pretendidos, para que seja analisada a possibilidade de realizá-los no sistema prisional.>
O caso acontece poucos dias após Bolsonaro ter recebido alta hospitalar, em 1º de janeiro, depois de procedimentos realizados no fim de 2025 para tratar uma hérnia e um quadro de soluços persistentes.>