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Millena Marques
Publicado em 3 de março de 2026 às 09:36
Câmeras de um prédio da Rua Viveiros de Castro, em Copacabana, registraram a entrada e a saída de cinco homens, sendo um deles menor de idade, e uma adolescente de 17 anos entre 19h24 e 20h42 do dia 31 de janeiro de 2026. Em relatório, a 12ª Delegacia Policial detalhou como vítima de estupro coletivo foi atraída ao local. >
No depoimento, a vítima contou que foi violentada sexualmente por cerca de uma hora. Ela foi agredida com tapas, chutes e socos dentro do apartamento no sexto andar do prédio. As informações são do jornal O Globo. >
Quatro suspeitos de participação no crime foram indiciados por estupro coletivo qualificado e cárcere privado. Eles foram identificados como Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, que têm 19, e podem pegar penas de até 18 anos de prisão.>
Os acusados do crime foram identificados pela polícia
O grupo está foragido desde o último sábado, quando a polícia montou uma operação para tentar prendê-los.>
O quinto envolvido é um adolescente, ex-namorado da vítima, apontado como articulador do encontro. A Vara da Infância e Juventude será responsável por apurar a situação dele, já que é menor de idade. >
De acordo com o relatório da polícia, o adolescente mandou uma mensagem para o WhatsApp da jovem por volta das 18h do dia 31 de janeiro. Ele fez o convite para a vítima ir até o apartamento em Copacabana. Também teria comentado outros dois amigos iriam se encontrar com eles e sugeriu a ela que levasse uma amiga. Ela respondeu que não tinha ninguém para levar e acabou indo sozinha.>
Na entrada do prédio, ele disse á adolescente que fariam "algo diferente". Ela disse que não aprovaria a ideia. Já estavam no apartamento Vitor Hugo, Mattheus Veríssimo Zoel Martins, Gabriel Xavier Bertho e Bruno Allegretti.>
Depois de cumprimentá-los, a vítima e o ex-namorado foram para um quarto, que invadido três vezes. Foi na última vez que quatro homens iniciaram o estupro coletivo. Segundo a adolescente, ela foi agarrada pelos cabelos, obrigada a praticar atos contra a sua vontade e chegou a levar, do adolescente, um chute na região abdominal.>
A adolescente chegou a falar que estava cansada e pediu para que parassem, mas foi impedida de sair do quarto. O adolescente perguntou se a mãe dela a veria nua porque "não podia vê-la assim porque estava com o corpo marcado e até sangrando". A vítima deixou o apartamento às 20h25. Na saída, ela mandou uma mensagem de áudio para o irmão dizendo que “achava que tinha sido estuprada”.>