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Wendel de Novais
Publicado em 3 de março de 2026 às 10:13
Um dos quatro homens acusados de participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, no Rio de Janeiro, é filho de uma autoridade pública do estado. Vitor Hugo Oliveira Simonin, um dos foragidos, é filho de José Carlos Costa Simonin, subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, segundo informações do g1.>
O subsecretário é, inclusive, dono do apartamento onde o crime ocorreu na Rua Viveiros de Castro. Isso porque, de acordo com o titular da 12ª Delegacia de Polícia (DP/Copacabana), unidade que investiga o crime, o delegado Ângelo Lages, o apartamento onde o crime aconteceu pertence ao pai de Vitor Hugo e estava vazio porque é utilizado apenas para aluguel por temporada. >
Os acusados do crime foram identificados pela polícia
Câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos jovens ao apartamento e, uma hora depois, a saída deles do condomínio. O órgão cujo qual José Carlos é subsecretário está vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Nesta segunda-feira (2), a secretária Rosangela Gomes emitiu uma nota nas redes sociais: >
“Tomei conhecimento das graves denúncias envolvendo o filho do subsecretário Simonin. Recebo essas informações com profunda indignação e tristeza”, escreveu a titular da pasta. “Minha trajetória de vida e minha gestão são pautadas, acima de tudo, pela defesa intransigente dos direitos das mulheres e pelo combate a todo tipo de violência”, completou Rosangela Gomes, >
O crime >
A polícia procura por Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, João Gabriel Bertho Xavier e Matheus Veríssimo Zoel Martins, os dois de 19. O crime aconteceu na noite do dia 31 de janeiro, quando um menor de 17 anos atraiu a adolescente, que seria sua ex-namorada, para um encontro amoroso num apartamento na Rua Viveiros de Castro. Quando eles estavam tendo uma relação dentro do quarto, os outros homens entraram e praticaram o crime. >
“A gente trata esse caso como uma emboscada planejada. Ela foi levada a erro por esse garoto, esse menor que já tinha um relacionamento anterior com ela. Ela achou que estava indo para lá para ter um encontro romântico com esse adolescente infrator. Só que chegou lá havia mais quatro adultos e aconteceu tudo que aconteceu”, disse o delegado Ângelo Lajes, responsável pela investigação do caso. >
A vítima e o menor que a atraiu para a cena do crime estudam na mesma escola e já foram namorados antes. Quando eles estavam tendo uma relação dentro do quarto, os quatro acusados, que já são considerados réus, entraram e praticaram o crime. >