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Técnico que matou pacientes era psicopata que 'matava por prazer', crê delegado

Investigação indica uso irregular de medicamentos e possível manipulação de colegas

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 09:42

Técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo
Técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo Crédito: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal trabalha com a hipótese de que as mortes de três pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga, tenham sido provocadas de forma deliberada. Segundo o delegado Maurício Iacozzilli, da Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa, a principal linha de investigação aponta que o técnico de enfermagem suspeito agiu “por prazer”, com características de um psicopata. 

Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, é considerado o principal investigado no caso. Além dele, também foram presas as técnicas de enfermagem Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa, suspeitas de participação nos crimes. A reportagem tenta localizar as defesas dos envolvidos.

Os três são investigados pelas mortes de Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33 anos; João Clemente Pereira, de 63; e Miranilde Pereira da Silva, de 75. Há suspeita de que eles tenham envolvimento em outras mortes também. “Até agora, essa é a hipótese mais forte. Os investigadores apuram ainda se o principal suspeito pode ter manipulado as outras duas técnicas para auxiliá-lo nos crimes. Uma delas estava em treinamento, tinha 22 anos, e estava no primeiro emprego; a outra era amiga do suspeito havia muitos anos”, disse o delegado à Folha de S. Paulo.

Suspeito Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo por Reprodução

Os pacientes sofreram paradas cardíacas após a aplicação de medicamentos em dosagens incompatíveis com qualquer prescrição médica, e até mesmo de desinfetante administrado na veia. De acordo com a polícia, a aplicação desses produtos fora dos protocolos pode levar à morte em poucos segundos.

Imagens do circuito interno do hospital mostram o principal suspeito falsificando receitas e preparando a substância. “Nenhum médico receitaria aquilo. Se aplicar do jeito que estava ali, mata”, afirmou o delegado. Os registros também indicam que as duas técnicas acompanharam a preparação e a aplicação do medicamento. Cenas dos suspeitos circulando próximos aos leitos foram exibidas pela TV Globo.

Em um dos episódios, uma das investigadas teria permanecido dentro do quarto, observando a aplicação sem interferir. Em outro caso, a segunda técnica, que atuava em um setor diferente, aparece dando cobertura e observando a porta enquanto o medicamento era administrado.

A Polícia Civil aguarda os laudos periciais de celulares e computadores apreendidos para esclarecer a real motivação dos crimes e verificar se houve troca de mensagens entre os investigados ou com terceiros.

Inicialmente, o técnico alegou ter agido sob estresse do plantão. Depois, passou a afirmar que teria sentido pena das vítimas e desejava aliviar o sofrimento delas. O delegado não acredita na versão e diz que a professora aposentada que foi morta estava consciente e tinha apenas uma constipação intestinal, passando longe de ser uma pessoa em grande sofrimento. 

Os três técnicos devem responder por homicídio qualificado, com duas qualificadoras já identificadas: o uso de meio insidioso, por meio de medicamentos, e a impossibilidade de defesa das vítimas, que estavam acamadas. Cada crime pode resultar em pena de 12 a 30 anos de prisão.

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Técnico de Enfermagem