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Trombose: conheça os sinais de alerta e saiba como prevenir a doença

Angiologista Maria Clara Sanjuan explica os riscos da condição e reforça a importância do diagnóstico precoce

  • Foto do(a) author(a) Esther Morais
  • Esther Morais

Publicado em 16 de setembro de 2025 às 07:58

Varizes e trombose
Varizes e trombose Crédito: Reprodução

No Dia Nacional de Prevenção da Trombose, celebrado nesta terça-feira (16), especialistas reforçam a importância de identificar precocemente os sinais da doença. A trombose é uma condição potencialmente grave, causada pela formação de coágulos sanguíneos que impedem a circulação normal, principalmente nas veias profundas das pernas.

Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), com base em dados do Ministério da Saúde, a média de internações diárias por trombose no Brasil ultrapassou 165 pessoas por dia em 2023, evidenciando a gravidade e a frequência da doença.

A angiologista e cirurgiã vascular Maria Clara Sanjuan, sócia da Clínica Sanjuan, alerta que o diagnóstico precoce e a atenção aos sinais do corpo são fundamentais para evitar complicações.

“Os principais sintomas da trombose incluem dor localizada, inchaço, vermelhidão, sensação de calor e alteração na coloração da pele da região afetada. Se não tratada, a doença pode evoluir para uma embolia pulmonar — complicação grave e potencialmente fatal, causada pelo deslocamento do coágulo até os pulmões”, explica Maria Clara.

O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica e exames de imagem, como o ultrassom com doppler, que permite visualizar a presença de coágulos nas veias. Após a confirmação do quadro, o tratamento geralmente é iniciado com o uso de anticoagulantes, que ajudam a impedir o crescimento do trombo e reduzem o risco de novas formações. Em situações mais graves, pode ser necessária a internação e o uso de terapias complementares.

A médica ressalta que a prevenção passa por hábitos saudáveis, como manter-se ativo, evitar longos períodos sentado ou deitado, beber bastante água e, quando necessário, usar meias de compressão. “É importante que pessoas com fatores de risco – como histórico familiar, uso de anticoncepcionais, obesidade, tabagismo e pós-cirurgias – estejam atentas e façam acompanhamento com um especialista”, finaliza Maria Clara.