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Heider Sacramento
Publicado em 14 de fevereiro de 2026 às 17:46
No circuito do Carnaval, o trio elétrico deixou de ser apenas palco. Para Felipe Pezzoni, vocalista da Banda Eva, ele também funciona como vitrine estética. O figurino, diz, não é detalhe, mas parte da narrativa que sustenta a apresentação. >
“A gente pensa o Carnaval como conceito. A música puxa a energia, mas a imagem traduz essa intenção.” A construção visual acompanha o repertório e o momento da banda. “Moda é comunicação. O figurino precisa conversar com o que eu estou cantando e com a mensagem que quero passar', conta. Neste Carnaval, o vocalista da Banda EVA aposta em figurinos assinados pela Ellus e incorpora uma estética conceitual às apresentações no trio elétrico em Salvador.>
Felipe Pezzoni
Entre abadás reinventados, recortes estratégicos e tecidos de impacto, Pezzoni vê a roupa como ferramenta de presença cênica. “Quando eu subo no trio, eu preciso estar inteiro. A roupa me ajuda a entrar nesse lugar de entrega.” O processo envolve pesquisa e diálogo com stylist, combinando referências pop, tradição baiana e códigos contemporâneos.>
Consciente da velocidade das redes sociais, ele admite que a estética do Carnaval ganhou nova dimensão. “Hoje tudo é muito imediato. A estética do Carnaval circula na hora.” Ainda assim, evita o espetáculo vazio. “Não é sobre exagero. É sobre coerência com a história que estamos contando naquele ano.”>
No repertório, a Banda Eva equilibra sucessos e novidades. No figurino, a lógica se repete. Há respeito à trajetória do grupo, mas com olhar voltado para frente. “Respeito a trajetória da banda, mas gosto de apontar para frente.”>
No fim, som e imagem se misturam. No trio, Pezzoni canta. Na escolha das roupas, constrói personagem. E faz da moda mais um instrumento para amplificar o Carnaval.>