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Fernanda Varela
Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 17:51
Musa da escola Unidos do Viradouro, Lore Improta ficou emocionada ao conquistar mais um título do Carnaval do Rio de Janeiro. A loira, que está há quase 9 anos na escola, resumiu o sentimento de quem acompanhou a trajetória da escola desde o acesso até a consagração no Grupo Especial.>
Imagens do desfile da Viradouro
“Que sensação maravilhosa, gente. O que eu falei agora, eu tô pra parir essa criança”, disse ela, que está grávida de seis meses, aos risos. “É muita emoção, muita emoção. Estou muito feliz, muito grata por participar de todos esses campeonatos com a Viradouro, desde o acesso. E agora consagrando mais um campeonato, falando sobre a história dele. A escola fez um desfile lindíssimo. Estou muito feliz.”>
A fala também destacou o peso da homenagem construída na avenida. “São 55 anos de carnaval, né, gente? Não é brincadeira, são muitos anos, é um legado enorme. Eu acho que a gente poder homenagear pessoas vivas, para que possam ver essa homenagem em vida, não tem preço. Acho que a Viradouro deu um golaço, porque emocionou a Sapucaí inteira, nos emocionou também. Em primeiro lugar, a gente está muito feliz.”>
Outros títulos da Viradouro>
1997, o primeiro título>
O campeonato inédito veio em 1997, com o enredo “Trevas! Luz! A Explosão do Universo”, criado pelo carnavalesco Joãosinho Trinta. A apresentação levou para a avenida uma leitura cênica sobre a origem do universo, combinando referências científicas, elementos religiosos e soluções plásticas que chamaram atenção pela imponência.>
2020, a consagração após 23 anos>
A segunda conquista só aconteceria em 2020, com “Viradouro de Alma Lavada”, desenvolvido por Paulo Barros. O desfile homenageou as Ganhadeiras de Itapuã, mulheres negras da Bahia que trabalhavam para comprar a própria alforria e preservar tradições culturais. A narrativa emocionou o público e garantiu à escola o retorno ao topo depois de mais de duas décadas.>
2024, o terceiro campeonato>
O terceiro troféu foi conquistado em 2024 com o enredo “Arroboboi, Dangbé”, assinado por Tarcísio Zanon. A escola apresentou a história da serpente sagrada Dangbé, entidade cultuada pelo povo Fon, no Benin, e destacou a influência dessa tradição nas religiões de matriz africana no Brasil, consolidando mais um capítulo vitorioso na história da agremiação.>