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Fernanda Varela
Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 15:49
A ex-ginasta Laís Souza, que ficou tetraplégica após um acidente durante preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, em 2014, conheceu Bruno Drummond de Freitas, apontado como o primeiro paciente do mundo a receber aplicação de polilaminina em lesão medular aguda. Segundo relato publicado por ela nas redes sociais, o tratamento foi realizado após um grave acidente de carro sofrido por ele em abril de 2018.>
De acordo com a publicação, Bruno teve fraturas na coluna vertebral nas regiões C6 e T8. A lesão medular em C6 foi classificada como completa, com diagnóstico inicial de tetraplegia. Menos de 24 horas após o trauma, ele passou por cirurgia e recebeu a aplicação da substância através de uma 'vacina', tornando-se o primeiro ser humano a utilizar a polilaminina em contexto de lesão medular aguda.>
O primeiro movimento voluntário ocorreu três semanas depois, com a flexão do dedão do pé. Conforme o relato, a recuperação evoluiu ao longo dos anos e atualmente Bruno é descrito como funcionalmente independente, embora ainda apresente sequelas residuais.>
A polilaminina é baseada na laminina, proteína presente em diferentes organismos e associada à estrutura celular. Em janeiro deste ano, a Anvisa autorizou estudo clínico da substância, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e patrocinado pela Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.>
Ex-ginasta Laís Souza acompanha ciência e acredita na recuperação
Segundo informações divulgadas pelo laboratório, o estudo está na fase 1, voltada a pacientes com lesões agudas, etapa que tem como objetivo principal avaliar a segurança do medicamento. A eficácia ainda depende das próximas fases de pesquisa.>
Alerta para golpe>
Laís também aproveitou o encontro para alertar sobre tentativas de golpe envolvendo a venda da polilaminina. De acordo com a equipe da pesquisa, criminosos estariam se passando pela coordenadora do projeto para solicitar transferências via PIX e oferecer a substância de forma irregular.>
Os responsáveis reforçam que o tratamento é experimental, está em fase de testes autorizados pela Anvisa e não está disponível para comercialização. A orientação é buscar apenas canais oficiais do laboratório e da equipe científica para informações sobre o estudo.>