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Bruno Wendel
Publicado em 14 de fevereiro de 2026 às 08:10
A brincadeira de máscaras e fantasias são o símbolo principal do Carnaval de Maragojipe, no Recôncavo Baiano. No entanto, neste ano, pierrôs e a colombinas não serão bem-vistos. “A gente não sabe se quem está por baixo das roupas é uma pessoa de bem. E se tem um cara procurando uma oportunidade?”, questiona um morador, que teme que os criminosos aproveitem os trajes como disfarce para eliminar os rivais. "E na hora sobra para quem não tem nada a ver com essa guerra", completa. >
Maragojipe é um município rico em recursos naturais e com paisagens exuberantes e está ao fundo da Baía de Todos-os-Santos, mais precisamente no ponto de encontro do Rio Paraguaçu com o Rio Guaí. Porém, vive hoje uma séria crise de segurança: a guerra entre o Bonde do Maluco (BDM) e o Comando Vermelho (CV). “Antigamente, a gente deixava os mascarados entrarem nas casas. Mas hoje, diante de tanta covardia, ninguém abre a porta”, conta. >
Guerra entre BDM e CV põe em risco tradição em Maragojipe
E o medo tem precedente. Em julho do ano passado, pelo menos 20 homens fortemente armados invadiram de barco a localidade de São Roque do Paraguaçu e fuzilaram lojas e carros. À época, o ataque foi atribuído ao CV. No mesmo mês, um homem foi decapitado e o restante do corpo (pernas, braças e o órgão genital) foi deixado em pontos distantes no distrito de Najé.>
O comandante responsável pelo policiamento no Recôncavo, tenente-coronel Botelho, afirmou que “a PM está atenta aos fatos”. “Estamos com efetivo empregado na região. São 76 policiais de fora exclusivamente para o período momesco, além de mais de 200 homens e mulheres atuando somente em Maragojipe”, disse ele, ao comentar o reforço policial.>