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Pipoco: Léo Santana arrasta multidão em pré-carnaval de Salvador

Cantor transforma o circuito Orlando Tapajós com novos hits e sucessos que marcaram gerações

  • Foto do(a) author(a) Alan Pinheiro
  • Alan Pinheiro

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 20:17

Pipoco com Léo Santana 2026
Pipoco com Léo Santana 2026 Crédito: Sora Maia/CORREIO

Se procurar bem no dicionário, a palavra “pipoco” aparece com o significado de “ato ou efeito de pipocar”, “barulho daquilo que explode” ou “contenda acalorada”. Não é que as definições estejam erradas, mas próximo ao início do Carnaval, Salvador por inteira sabe que Pipoco é o momento de festejar o pré-carnaval antes da agonia começar. Figura conhecida na festa, o cantor Léo Santana é o responsável por animar os foliões na noite desta terça-feira (10).

A concentração do evento de aquecimento para a folia arrastou uma multidão para o circuito Orlando Tapajós (Ondina-Barra), que esperavam o GG começar a cantar desde a região do Clube Espanhol até chegar ao Farol da Barra. O trio partiu do Morro do Gato rumo ao farol por volta das 19h30, quando o cantor já levou os foliões ao delírio começando com ‘Vai até o chão', da banda Prakatá.

Pipoco com Léo Santana 2026 por Sora Maia/CORREIO

No ano passado, após a gravação do projeto audiovisual em Salvador, Léo Santana já havia prometido que 2026 seria um ano para continuar celebrando a sua carreira como cantor. Para o Pipoco, o baiano prometeu um repertório que reuniria os maiores sucessos dos seus 20 anos de carreira e cumpriu, emendando hits como ‘Zona de Perigo’ e ‘Santinha’.

A operadora de caixa Laura Gabriela é uma das fãs que aguardavam ansiosas pelo início do show. Uma faixa com o nome do cantor em sua cabeça foi o adereço necessário para identificar o amor pelo baiano.

"Vim para cá hoje por causa dele, sou fã desde a época do Parangolé. Já gostava, comprava os DVDs e tudo. Passei a gostar pela humildade dele. A relação foi crescendo e o gosto foi explodindo", diz a soteropolitana de 29 anos.

Acompanhada do marido Ronaldo, que foi arrastado para Ondina pela mulher, ela conta que o melhor ano do Pipoco, até então, foi no ano passado, quando Léo Santana também era o responsável por levar a multidão até o Farol da Barra.

Dentre aqueles que mais se destacavam na pista estava o coreógrafo Sebastian "a Loba" , de 42 anos, que já dançava mesmo sem a música começar. O artista destaca que o diferencial da musicalidade do GG está na mistura de ritmos.

"Musicalmente, Léo Santana tem muita personalidade. O samba, a coreografia, o ritmo. Ele tem uma roupagem diferente que leva o Brasil para fora, inclusive. isso é muito gostoso", explica.

Se o público já mostrava animação com as músicas já conhecidas, as novas apostas do Gigante para o Carnaval também marcaram presença. Com ‘Desliza’ e ‘Marquinha de Fitinha’, o cenário visto na rua era de gente “se explodindo como pipoca”, cantando e repetindo as coreografias que viralizaram nas redes sociais desde o ano passado.

Apesar do calor baiano ser predominante embaixo do trio, turistas também seguem o percurso para conhecer a festa de rua. Esse é o caso do casal de portuguesas Núria Cerrote e Leonor Jorge.

As duas saíram de Lisboa para viajar conhecendo o Brasil e pararam em Salvador para aproveitar o Carnaval. Sem data para ir embora, Núria conta ter escolhido participar do Pipoco pela primeira vez para ouvir o artista que se tornou fã durante um show na Europa.

"Eu adoro ele. O Léo Santana fez um concerto também em Portugal e eu assisti lá e adorei. Todos nós portugueses adoramos também. Quando eu soube, vim mais cedo de João Pessoa para conseguir ver ele", afirma.

Núria já sabia como seria a energia da festa, mas Leonor admite que não fazia ideia da animação. "Estou entusiasmada", resume brevemente.

Roger Nader, de 42 anos, também cansou do frio europeu e veio matar a saudade do calor da folia momesca. Natural de Salvador, ele mora há 25 anos na Alemanha, onde atua como engenheiro elétrico na BMW. "Todo ano eu estou aqui. Sair do frio, né? Muito frio lá. Essa energia é gostosa, a galera é gente boa, o sol é bonito. Salvador é tudo de bom, é terra de axé, da energia boa. Tem lugar melhor? Não. Pelo menos no Carnaval, não", disse.

O Pipoco foi uma festa criada em 2017 como um dos símbolos do pré-carnaval soteropolitano. O objetivo era oferecer uma alternativa para valorizar o folião que dispensa as cordas dos blocos e prefere curtir a pipoca. Na mistura entre trio elétrico e palco, o evento acontece sempre na terça-feira que antecede o Carnaval.

O projeto Correio Folia é uma realização do Jornal Correio com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador.

Tags:

léo Santana Folia Pré-carnaval Pipoco