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Maiara Baloni
Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 12:18
A partir deste ano, o cenário do Imposto de Renda no Brasil passa por uma mudança estrutural. Segundo dados oficiais da Receita Federal e do Ministério da Fazenda, a nova tabela do IRPF, em vigor desde 1º de janeiro de 2026, eleva a faixa de isenção para R$ 5.000 mensais. O ajuste, amparado pelas atualizações na Lei 9.250/1995, visa corrigir a defasagem histórica da tabela e devolver poder de compra à base da pirâmide econômica.>
ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA
A nova regra não atinge a todos da mesma forma. O benefício é concentrado em perfis específicos que, até o ano passado, viam uma fatia considerável do salário ser retida na fonte:>
Muitos contribuintes têm dúvida se quem ganha um pouco acima de R$ 5.000 também terá desconto. A resposta é sim. Segundo a Receita Federal, foi criado um mecanismo de transição, especiel de redutor mensal (de até R$ 312,89), que funciona como um "amortecedor".>
Isso significa que o imposto não volta a ser cobrado de forma pesada imediatamente após os R$ 5.000. Ele cresce de forma gradual até R$ 7.350. A partir desse valor, alíquotas tradicionais de 22,5% e 27,5%, por exemplo, são aplicadas integralmente, sem o benefício do redutor. >
Para viabilizar a isenção de 16 milhões de pessoas sem desequilibrar as contas públicas, a Receita introduziu o Imposto Mínimo sobre Alta Renda.>
O alvo são os 141 mil brasileiros que recebem acima de R$ 600 mil anuais. Para este grupo, lucros e dividendos, que historicamente eram isentos, passam a ter uma taxação de até 10%. Na prática, quem ganha R$ 100 mil por mês via distribuição de lucros terá um custo adicional de aproximadamente R$ 7.200 por ano em impostos. >
Com a isenção garantida para quem ganha até R$ 5 mil, o valor que antes ficava com o governo passa a estar disponível mensalmente no bolso do trabalhador. Especialistas em finanças pessoais sugerem que esse "bônus" seja usado para fortalecer a saúde financeira das famílias.>