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1ª vez visto: corpo celeste gigante viaja pelo espaço a 1 mil km por segundo

Faixa brilhante no espaço indica objeto colossal viajando a quase 1.000 km/s

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 1 de janeiro de 2026 às 15:00

Observação inédita pode comprovar teoria clássica sobre colisões galácticas
Observação inédita pode comprovar teoria clássica sobre colisões galácticas Crédito: NASA/JPL-Caltech/UMD

Durante anos, um rastro estreito e luminoso intrigou astrônomos ao surgir em uma galáxia distante. Sem explicação clara, a estrutura parecia desafiar o entendimento atual sobre movimentos extremos no universo.

Agora, novas medições do Telescópio Espacial James Webb sugerem que a trilha pode ser o sinal deixado por um buraco negro supermassivo expulso violentamente de sua galáxia de origem.

O futuro da Terra: quando o planeta pode se tornar quente demais para a vida por Imagem gerada por IA

A possível confirmação transforma um mistério visual em evidência científica e reacende discussões antigas sobre colisões galácticas, instabilidade gravitacional e o destino de objetos extremos no cosmos.

Uma seta brilhante no vazio

A estrutura observada se destaca pela forma incomum. Trata-se de uma faixa longa, fina e brilhante de gás, posicionada como se apontasse diretamente para o coração de uma galáxia distante.

Na extremidade dessa trilha, o brilho se intensifica de maneira abrupta. É nesse ponto que o gás se torna mais denso, sugerindo a presença de um agente capaz de perturbar violentamente o meio interestelar.

Por muito tempo, essa assinatura permaneceu sem explicação convincente. Agora, com dados mais precisos, os astrônomos acreditam estar observando o caminho deixado por um objeto massivo em disparada.

Números que chamaram atenção

Usando o instrumento infravermelho NIRSpec, o James Webb permitiu mapear a velocidade do gás ao longo do rastro. As medições revelaram um padrão difícil de ignorar.

Esta é a primeira fuga confirmada de um buraco negro supermassivo, afirmam os autores do estudo preliminar, divulgado no repositório científico arXiv.

O objeto, chamado de RBH-1, teria cerca de 10 milhões de massas solares e estaria se deslocando a aproximadamente 954 quilômetros por segundo, uma velocidade extrema mesmo para padrões cósmicos.

Sinais de impacto no caminho

Além da velocidade elevada, os pesquisadores identificaram uma variação brusca de cerca de 600 km/s em um trecho relativamente curto do rastro. Esse detalhe foi considerado decisivo.

Segundo os modelos teóricos, esse tipo de mudança ocorre quando um objeto atravessa o gás interestelar e gera uma onda de choque instável à sua frente.

O brilho intenso na ponta da faixa seria, portanto, o resultado direto desse choque contínuo, funcionando como uma assinatura física da passagem do buraco negro.

Quando três não é companhia

A explicação para a fuga remete a um cenário caótico previsto há décadas. Quando galáxias se fundem, seus buracos negros centrais podem formar um sistema instável de três corpos.

Nessa interação gravitacional extrema, o equilíbrio se perde rapidamente. O resultado esperado é a ejeção de um dos buracos negros, enquanto os outros dois se unem no centro da galáxia.

O RBH-1 se encaixa nesse modelo teórico quase perfeitamente, sugerindo que esse tipo de expulsão não é apenas possível, mas observável.

Por que isso importa agora

Embora o estudo ainda aguarde revisão por pares, a descoberta já provoca repercussão. Ela ajuda a explicar estruturas enigmáticas vistas em outras galáxias e amplia o entendimento sobre a dinâmica do universo.

Se confirmada, a observação indica que buracos negros solitários podem vagar pelo espaço intergaláctico, deixando rastros visíveis como marcas silenciosas de eventos cósmicos violentos.