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A árvore que viveu 5 mil anos em clima extremo e foi derrubada depois de um erro humano

A árvore Prometeu resistiu a tudo, menos a uma escolha humana

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 09:00

Um episódio dos anos 1960 redefiniu os limites da ciência ambientalUm episódio dos anos 1960 redefiniu os limites da ciência ambiental
Um episódio dos anos 1960 redefiniu os limites da ciência ambientalUm episódio dos anos 1960 redefiniu os limites da ciência ambiental Crédito: Reprodução/Youtube

Durante séculos, uma árvore enfrentou o clima extremo das montanhas norte-americanas sem jamais ser notada. Sua longevidade parecia inabalável, até que uma decisão científica interrompeu uma história que atravessava milênios.

Conhecido como Prometeu, o pinheiro bristlecone foi derrubado em 1964, em um episódio que se tornaria referência mundial sobre ética e preservação ambiental.

O caso ganhou notoriedade não apenas pela idade da árvore, mas pelo impacto duradouro que causou nas regras de pesquisa científica e proteção da natureza.

Pando por Reprodução

Raízes profundas na história

O Prometeu crescia em uma região isolada do Wheeler Peak, em Nevada, onde poucas espécies conseguem sobreviver. O frio intenso e a falta de água ajudaram a moldar sua resistência extrema.

Seu crescimento lento funcionava como estratégia de sobrevivência. Ao avançar centímetro por centímetro, a árvore preservava recursos e se adaptava às mudanças ambientais ao longo do tempo.

Muito antes das grandes civilizações, o pinheiro já existia. Sua presença silenciosa acompanhou quase toda a trajetória da humanidade sem jamais ser percebida.

A pesquisa que virou tragédia

Em meados dos anos 1960, Donald Rusk Currey estudava anéis de crescimento de árvores antigas. Naquele período, a ciência ainda não impunha limites claros à intervenção em espécies raras.

Uma versão afirma que o instrumento usado para coleta de amostras ficou preso no tronco, tornando inevitável o corte completo.

Outra explicação aponta a necessidade de analisar toda a seção do tronco. O fato é que havia autorização oficial e nenhuma suspeita sobre a idade extraordinária do Prometeu.

A descoberta que chocou a ciência

O impacto real surgiu depois. Ao analisar os anéis, Currey percebeu que havia derrubado uma árvore com cerca de cinco mil anos de existência.

Mais tarde, ele reconheceu que sabia que o pinheiro era antigo, mas jamais imaginou sua dimensão histórica. A revelação provocou indignação e reflexão.

O episódio escancarou a ausência de protocolos adequados e reforçou a urgência de repensar a relação entre ciência e preservação.

Um alerta que atravessa gerações

O fim do Prometeu se transformou em símbolo. A partir dele, árvores antigas passaram a receber proteção mais rigorosa em diversos países.

Hoje, o caso é lembrado como uma lição permanente. Ele mostra que a busca pelo saber precisa caminhar junto com o respeito ao tempo da natureza.

Mesmo derrubado, o Prometeu continua ensinando que certos erros não podem ser desfeitos, apenas compreendidos.