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Agência Correio
Publicado em 20 de novembro de 2025 às 18:01
A mandioca está presente na mesa de milhões de brasileiros, mas ainda é cercada por dúvidas sobre possíveis riscos à saúde. >
“Embora realmente possa ser tóxica em algumas situações, isso só acontece quando a raiz é consumida crua ou não passa pelo cozimento adequado”, afirma a nutricionista Michelle Oliveira em entrevista à Agência. Quando preparada da forma correta, ela é totalmente segura. >
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“A mandioca contém uma substância natural que precisa ser eliminada durante o cozimento”, explica Michelle. Quando a raiz é consumida crua, raspada ou mal cozida, essa substância permanece ativa e pode causar intoxicação.>
É por isso que o preparo correto é essencial, e por isso cozinhar bem é suficiente para tornar o alimento seguro.>
“Além disso, a mandioca vendida nos mercados geralmente é de variedades mais doces e já selecionadas para o consumo doméstico, o que reduz ainda mais qualquer possibilidade de risco”. >
Em algumas regiões do país, existem tipos de mandioca conhecidos como “bravas” ou “amargas”. “Elas têm concentrações maiores da substância tóxica natural, e por isso precisam passar por processos tradicionais de lavagem, prensagem e cozimento prolongado”, alerta Michelle. >
Quando esses processos são feitos corretamente, tornam-se seguras; quando não, podem causar problemas. Essas variedades costumam ser usadas em preparos artesanais, como farinhas e outros derivados, e têm regras tradicionais de manuseio que garantem segurança há gerações.>
Para a maioria das pessoas, não há motivo para preocupação. A mandioca comercializada em feiras, quitandas e supermercados já é de variedades seguras, prontas para cozimento e consumo regular.>
Ao cozinhar bem, seja para fazer cozida, frita, no caldo, ou transformada em tapioca ou purê, o risco é inexistente.>
“Por isso, você pode continuar consumindo mandioca, macaxeira e tapioca sem medo, desde que o preparo seja feito da forma correta, como acontece na rotina da maior parte dos brasileiros”, tranquiliza a especialista. >