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A mente tecnológica: cientistas conseguem conectar cérebro à internet

Interfaces cérebro-computador avançam e aproximam pensamentos de comandos digitais

  • Foto do(a) author(a) Gabriela Barbosa
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Gabriela Barbosa

  • Agência Correio

Publicado em 20 de março de 2026 às 19:30

Especialistas alertam para riscos inéditos à privacidade mental
Especialistas alertam para riscos inéditos à privacidade mental Crédito: Freepik

O que antes parecia ficção científica começa a ganhar forma concreta. Pesquisadores já conseguem transformar sinais do cérebro em comandos digitais, criando uma nova forma de interação com computadores que dispensa teclado e mouse.

Esse avanço, no entanto, vem acompanhado de um debate urgente. À medida que a tecnologia evolui, especialistas alertam para riscos envolvendo privacidade, autonomia e até o acesso indevido à mente humana.

Em um cenário que mistura inovação e cautela, o futuro da relação entre humanos e máquinas pode estar mais próximo do que se imagina.

Atividade cerebral por Shutterstock

Cérebro começa a “controlar” máquinas

As chamadas Interfaces Cérebro-Computador, conhecidas como BCIs, funcionam a partir da captação de impulsos elétricos gerados pelos neurônios. Esses sinais representam a comunicação interna do cérebro e carregam intenções do usuário.

Na prática, sensores ou eletrodos registram essa atividade neural e a enviam para sistemas computacionais. Em seguida, algoritmos interpretam os padrões e transformam esses dados em comandos digitais, como mover um cursor ou selecionar opções na tela.

Diferentemente das formas tradicionais de interação, essa tecnologia permite que dispositivos respondam diretamente ao pensamento. Isso redefine o conceito de controle e aproxima ainda mais humanos e máquinas no dia a dia.

Implantes e dispositivos externos

Atualmente, existem dois caminhos principais para o uso das BCIs. Os modelos invasivos utilizam chips implantados no cérebro, capazes de captar sinais com alta precisão e permitir comandos mais complexos.

Por outro lado, esse tipo de tecnologia exige cirurgia e envolve riscos clínicos. Por isso, seu uso ainda se concentra em aplicações médicas, como no tratamento de pacientes com paralisia ou doenças neurológicas.

Já as alternativas não invasivas utilizam sensores posicionados no couro cabeludo. Embora sejam mais seguras e acessíveis, elas captam sinais com menor resolução, o que pode limitar a precisão das ações executadas.

Privacidade mental

Se por um lado a tecnologia avança rapidamente, por outro ela levanta preocupações inéditas. Especialistas destacam que os sinais neurais podem revelar informações íntimas, muitas vezes inconscientes, sobre o indivíduo.

Um estudo aponta que o acesso indevido a esses dados pode comprometer diretamente a autonomia pessoal. No pior cenário, haveria risco de manipulação ou leitura não autorizada da atividade cerebral.

O artigo “The Ethical Challenges of Connecting Our Brains to Computers”, publicado pela Scientific American, reforça que o tema exige atenção urgente. Para os pesquisadores, a mente humana deve ser tratada como um dos dados mais sensíveis da era digital.

Diante disso, cresce a pressão por regulamentações específicas, protocolos de segurança e limites claros. Afinal, à medida que a tecnologia se aproxima do pensamento humano, proteger o que acontece dentro da mente se torna um desafio central.