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Heider Sacramento
Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 10:27
- Atualizado há 3 anos
Os dois episódios de convulsão sofridos por Henri Castelli dentro do Big Brother Brasil 26 reacenderam, nas redes sociais, a memória dos fãs de Cameron Boyce. O astro do Disney Channel morreu aos 20 anos, em 2019, após sofrer uma convulsão causada por epilepsia.>
"A morte trágica de Cameron foi devido a uma convulsão resultado de uma condição médica contínua, a epilepsia", disse o porta-voz à E! Notícia. "Nós ainda estamos tentando encontrar nosso caminho em meio a este momento extremamente doloroso.">
Henri Castelli passou mal durante a Prova de Resistência
Boyce, que ficou conhecido por seus papéis em Descendentes e Jessie, do Disney Channel, teve a convulsão fatal durante o sono. Casos como esse acontecem durante o chamado SUDEP, termo em inglês que se refere à morte súbita inexplicada em ataques de epilepsia.>
Pessoas próximas ao ator pediram privacidade “para que a família e todos os que o conheceram e o amavam possam lamentar sua perda e tomar providências para seu funeral - o que, por si só, é agonizante”.>
O ator Adam Sandler, que estrelou com Boyce no filme de 2010 Gente Grande, publicou uma foto dele no Twitter: “Muito jovem. Muito doce. Muito engraçado. O garoto mais legal, mais talentoso e mais decente do mundo. ">
Cameron Boyce nasceu em Los Angeles e iniciou a carreira artística aos 9 anos. Ele ganhou notoriedade ao integrar o elenco da série infantil Jessie. A fama se ampliou com sua atuação como um dos protagonistas da franquia televisiva Descendentes, que acompanha os filhos de famosos vilões da Disney. >
Na trama, Boyce interpretava Carlos de Vil, herdeiro de Cruella de Vil, de 101 Dálmatas. No cinema, também participou dos filmes Gente Grande e Gente Grande 2, estrelados por Adam Sandler.>
Convulsões são descargas elétricas anormais no cérebro e podem ter diferentes causas, como privação de sono, estresse intenso, esforço físico extremo, alterações metabólicas ou doenças neurológicas. Elas exigem avaliação médica, especialmente quando se repetem.>
A Sociedade Brasileira de Neurologia explica que convulsões isoladas costumam ter bom prognóstico, porém crises prolongadas ou sucessivas aumentam o risco de complicações. “Quando a convulsão dura mais de cinco minutos ou ocorre sem recuperação da consciência entre um episódio e outro, estamos diante de uma emergência médica”, aponta a entidade.>
A neurologista ligada à Academia Brasileira de Neurologia destaca que “o maior perigo não está na convulsão em si, mas nas consequências ao redor do episódio, como quedas, traumas, aspiração de secreções e dificuldades respiratórias”.>
A Organização Mundial da Saúde reforça que mortes associadas a convulsões são raras e, quando acontecem, geralmente estão ligadas a causas indiretas. Em documentos técnicos, a OMS aponta que ambientes sem assistência imediata aumentam os riscos, assim como a repetição de crises sem tratamento adequado.>