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Fernanda Varela
Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 17:35
Os dois episódios de convulsão enfrentados por Henri Castelli dentro do Big Brother Brasil 26 acenderam um sinal de alerta entre telespectadores e reacenderam uma dúvida comum, convulsão pode matar? Segundo especialistas, a resposta passa por entender o contexto, a duração das crises e a rapidez do atendimento médico.>
Antes de tudo, é necessário entender que convulsão não é doença, e sim um sintoma. Convulsões são descargas elétricas anormais no cérebro e podem ter diferentes causas, como privação de sono, estresse intenso, esforço físico extremo, alterações metabólicas ou doenças neurológicas. Elas exigem avaliação médica, especialmente quando se repetem.>
Henri Castelli passou mal durante a Prova de Resistência
A Sociedade Brasileira de Neurologia explica que convulsões isoladas costumam ter bom prognóstico, porém crises prolongadas ou sucessivas aumentam o risco de complicações. “Quando a convulsão dura mais de cinco minutos ou ocorre sem recuperação da consciência entre um episódio e outro, estamos diante de uma emergência médica”, aponta a entidade.>
A neurologista ligada à Academia Brasileira de Neurologia destaca que “o maior perigo não está na convulsão em si, mas nas consequências ao redor do episódio, como quedas, traumas, aspiração de secreções e dificuldades respiratórias”.>
A Organização Mundial da Saúde reforça que mortes associadas a convulsões são raras e, quando acontecem, geralmente estão ligadas a causas indiretas. Em documentos técnicos, a OMS aponta que ambientes sem assistência imediata aumentam os riscos, assim como a repetição de crises sem tratamento adequado.>
O Mayo Clinic, centro médico de referência internacional, afirma que “a maioria das pessoas que apresentam convulsões pode levar uma vida normal com acompanhamento médico, mas episódios recorrentes precisam ser investigados para evitar riscos maiores, inclusive complicações graves”.>
No BBB 26, a intervenção rápida da equipe médica foi decisiva. A produção interrompeu a prova e prestou atendimento imediato ao ator, procedimento considerado fundamental por especialistas. Médicos alertam que, durante uma convulsão, não se deve conter a pessoa nem colocar objetos na boca, atitudes que podem agravar o quadro.>
O caso de Henri Castelli reforça a importância do diagnóstico correto e do acompanhamento clínico. Convulsão não é sinônimo de epilepsia, mas sempre é um sinal de alerta que precisa ser levado a sério, principalmente quando ocorre mais de uma vez em curto intervalo de tempo.>