Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Ciência explica por que as zebras nunca foram domesticadas, ao contrário dos cavalos

Embora compartilhem semelhanças físicas com os cavalos, as zebras possuem traços evolutivos e um temperamento reativo que tornam a domesticação e o convívio com humanos inviáveis

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 17:00

O instinto de sobrevivência das zebras, moldado pela pressão de predadores nas savanas africanas, impede que a espécie aceite a liderança humana da mesma forma que os cavalos
O instinto de sobrevivência das zebras, moldado pela pressão de predadores nas savanas africanas, impede que a espécie aceite a liderança humana da mesma forma que os cavalos Crédito: Foto: Banco de imagem

Olhando de longe, a semelhança é evidente: o corpo, as crinas e o jeito de correr lembram muito os nossos conhecidos cavalos.

No entanto, apesar de pertencerem ao mesmo grupo dos equinos, as zebras nunca foram domesticadas.

Mas você já se perguntou o por quê? A ciência explica que o motivo não é falta de tentativa humana, mas sim uma barreira imposta pela própria evolução e pelo comportamento desses animais.

Zebras por Shutterstock/Reprodução

Um instinto moldado pelo perigo

Diferente dos cavalos, as zebras evoluíram nas savanas africanas, um dos ambientes mais hostis do planeta, e cercadas por predadores implacáveis como leões e hienas. Essa pressão constante moldou um animal que vive em estado de alerta permanente.

Especialistas explicam que as zebras possuem uma "impulsividade defensiva": ao menor sinal de ameaça ou quando se sentem encurraladas, a reação é imediata, variando entre a fuga desesperada ou a agressividade extrema.

Esse nível de estresse torna a convivência próxima com humanos praticamente inviável, já que o animal não consegue relaxar sob o controle de um treinador.

Domar é diferente de domesticar

Historicamente, o ser humano até tentou usar zebras para montaria ou tração de carga, mas as iniciativas fracassaram. Isso acontece porque existe uma diferença fundamental entre "amansar" um indivíduo e "domesticar" uma espécie.

A domesticação exige que a espécie seja moldada ao longo de gerações, aceitando a liderança humana. Para que isso funcione, os cientistas listam critérios em que as zebras acabam "reprovando":

• Temperamento: Elas são reativas demais ao estresse, enquanto animais domésticos precisam ser dóceis.

• Reprodução: É necessário que a espécie se reproduza facilmente em cativeiro para que as características desejadas sejam selecionadas, algo difícil com as zebras.

• Hierarquia social: Animais domesticáveis geralmente aceitam estruturas sociais onde o humano assume o papel de líder, o que não ocorre com a estrutura instável das zebras.

O que o cavalo tem que a zebra não tem?

A comparação com o cavalo ajuda a entender essa diferença. Enquanto a zebra manteve seus instintos selvagens intensos, o cavalo desenvolveu características que favorecem a parceria com o homem.

Os cavalos possuem uma tolerância muito maior ao manejo, aprendem socialmente com facilidade e, crucialmente, não entram em pânico tão rápido quanto suas parentes listradas.

Foi essa "paciência" biológica que permitiu que, ao longo de séculos, os cavalos deixassem de ser apenas animais selvagens para se tornarem grandes companheiros de trabalho e de vida da humanidade.