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Heider Sacramento
Publicado em 7 de abril de 2026 às 19:51
O documentário da Netflix sobre Suzane von Richthofen deve explorar diferentes camadas da história que chocou o país, da relação familiar ao impacto do crime, passando pela tentativa de reconstrução da própria imagem mais de 20 anos depois. >
Um dos pontos centrais da produção será o sentimento de culpa de Suzane, principalmente em relação ao irmão, Andreas. No material, ela relembra o sofrimento dele na época do assassinato dos pais. “Ele gritava e chorava. Não era para ter sido assim. E eu tenho culpa porque causei todo esse sofrimento nele”, afirma, segundo o jornal O Globo.>
A dor do irmão é tratada como a “consequência mais devastadora” do crime. Suzane também descreve a relação próxima que tinha com ele e admite a contradição de ter sido responsável por destruir sua vida.>
Suzane von Richthofen no documentário
Outro eixo do documentário da Netflix sobre Suzane von Richthofen será a relação conturbada com os pais e o início do envolvimento com Daniel Cravinhos. Em relatos já divulgados, ela relembra o período vivido com o namorado como um momento de ruptura. “Foi um mês de liberdade total. Um sonho que eu não queria que acabasse. Era o dia inteiro de sexo, drogas e rock 'n' roll”, disse.>
Essas falas, inclusive, aparecem acompanhadas de risadas em alguns trechos, o que gerou repercussão antes mesmo da estreia.>
A produção também deve mostrar bastidores da dinâmica familiar. Suzane afirma que cresceu em um ambiente com pouco afeto. “Meu pai era zero afeto. Às vezes, minha mãe me pegava no colo. Mas era muito de vez em quando”, relatou.>
Além do passado, o documentário traz a vida atual de Suzane von Richthofen. A obra inclui cenas da rotina com o médico Felipe Zecchini Muniz, com quem teve um filho, além de momentos domésticos e familiares.>
A tentativa de reconstrução da imagem também aparece como um dos temas principais. “A sensação que eu tenho é que ela morreu junto com os meus pais”, afirma Suzane, ao falar sobre quem era antes do crime. Ainda assim, reconhece o peso da própria história. “Você entra num lugar e parece que o ar para. Todo mundo olha. ‘Olha, a Suzane’”.>
Ao abordar redenção, Suzane aponta o filho como símbolo de recomeço. “Quando eu olho para o meu filho, eu tenho a certeza de que Deus me perdoou”.>
Sem data de estreia confirmada, o documentário promete reunir bastidores, contradições e versões inéditas de um dos crimes mais marcantes do Brasil.>