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Duas habilidades comuns podem reduzir risco de desenvolver Alzheimer se forem treinadas

Estudo revela que treinamento cerebral pode ser aliado na prevenção da doença

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 5 de março de 2026 às 15:00

Benefícios são mais perceptíveis no público 60+ Crédito: Pexels

Diagnósticos de Alzheimer estão crescendo no mundo inteiro. Na Alemanha, por exemplo, existem 1,8 milhão de pessoas com demência. Com esse cenário, cientistas intensificam a busca por formas de proteger o cérebro ao longo do envelhecimento.

Um estudo americano publicado na revista Alzheimer's & Dementia: Translational Research and Clinical Interventions trouxe um dado animador. O treinamento cerebral reduziu em até 25% as chances de manifestação da doença.

[Edicase]Hábitos simples podem contribuir para prevenir o Alzheimer (Imagem: Krakenimages.com | Shutterstock) por Imagem: Krakenimages.com | Shutterstock

Metodologia do estudo

A pesquisa acompanhou cerca de 3 mil pessoas, entre 65 e 94 anos. Cada participante fez dez sessões de treinamento, com duração de por volta de uma hora, ao longo de seis semanas.

Dentro da amostragem, parte do grupo foi selecionada para receber sessões de reforço entre 11 e 35 meses após o treinamento inicial, para observar se o efeito se mantinha com o tempo.

Segundo Michael Marsiske, coautor do estudo, os benefícios não diminuem com a idade. “Não encontramos nenhuma redução significativa nos benefícios do treinamento com o aumento da idade, o que sugere que o treinamento pode ser iniciado a qualquer momento”, afirmou.

Como era o treinamento

Os voluntários foram divididos em quatro grupos, com cerca de 750 pessoas em cada um. Cada equipe seguiu um tipo de estímulo, enquanto um grupo ficou apenas como comparação, sem treino específico.

Raciocínio lógico: os exercícios se baseavam na identificação de sequências e padrões, além de conectar elementos visuais e numéricos para treinar a tomada de decisão.

Velocidade de pensamento: foi o principal destaque. O grupo precisava compreender informações em pouco tempo, com dificuldade e complexidade ajustadas ao desempenho individual, de forma progressiva.

De acordo com os pesquisadores, esse tipo de treino pode estimular novas conexões entre redes neurais, o que ajuda a manter a agilidade mental.

Memória episódica verbal: os participantes foram estimulados a armazenar e recuperar experiências pessoais, em geral ligadas a emoções, com foco em memórias de longo prazo.

Grupo de controle: essa parte não recebeu treinamento cognitivo específico, servindo como referência para comparar os resultados ao longo dos anos.

Resultados do estudo

Ao final, os pesquisadores concluíram que o treinamento de velocidade cognitiva e o de raciocínio lógico podem ter efeito positivo na proteção contra o Alzheimer.

Especialistas lembram que a proteção do cérebro envolve múltiplos fatores. Entram nessa conta atividade física, controle de doenças cardiovasculares, alimentação equilibrada e estímulo cognitivo contínuo, sem que isso represente cura.

Há também pontos de atenção no dia a dia. Sinais comportamentais que podem indicar demência podem aparecer antes da perda de memória ficar evidente, e mudanças de rotina merecem acompanhamento.

Após cinco anos, participantes relataram menos dificuldade em tarefas cotidianas, como cozinhar, tomar medicamentos corretamente e administrar as próprias finanças, o que conversa diretamente com a manutenção da autonomia.

Esse resultado ganha peso porque, após os 65 anos, uma das queixas mais comuns é a perda de independência. Hábitos para prevenir a demência também ajudam a reduzir riscos e a melhorar a qualidade de vida com o passar do tempo.

Tags:

Saúde Neurologista