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Erlan Bastos morreu de quê? Entenda o que é a tuberculose peritoneal, como evitar e os sintomas

Forma rara da tuberculose afeta o abdômen, tem diagnóstico difícil e exige atenção aos sintomas iniciais

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 17 de janeiro de 2026 às 11:27

Erlan Bastos
Erlan Bastos Crédito: Reprodução

A morte do jornalista Erlan Bastos, aos 32 anos, em Teresina, levantou questionamentos sobre a causa do falecimento. De acordo com informações divulgadas por pessoas próximas e veículos locais, o quadro de saúde do apresentador estava relacionado a uma tuberculose peritoneal, uma forma menos comum da doença, que atinge a região abdominal. Até o momento, não há boletim médico detalhado divulgado oficialmente, mas o caso reacendeu o alerta sobre uma condição pouco conhecida pela população.

A tuberculose peritoneal é uma manifestação extrapulmonar da tuberculose, infecção causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Diferentemente da forma mais conhecida, que afeta os pulmões, essa variação compromete o peritônio, membrana que reveste os órgãos da cavidade abdominal.

Segundo o Ministério da Saúde, a tuberculose extrapulmonar representa uma parcela menor dos casos registrados no país, mas tende a ter diagnóstico mais tardio justamente por apresentar sintomas menos específicos. A forma peritoneal é considerada rara e pode ser confundida com outras doenças gastrointestinais ou inflamatórias.

Erlan Bastos por Reprodução

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, os principais sintomas da tuberculose peritoneal incluem dor abdominal persistente, aumento do volume da barriga, febre baixa prolongada, perda de peso sem causa aparente, fraqueza e falta de apetite. Em alguns casos, também pode haver náuseas, vômitos e alterações do funcionamento intestinal.

O diagnóstico costuma ser um desafio. Exames de imagem, como tomografia, ajudam a levantar suspeitas, mas a confirmação geralmente exige análise do líquido abdominal ou biópsia do peritônio. Por isso, especialistas alertam que a demora em investigar sintomas persistentes pode atrasar o início do tratamento.

O tratamento da tuberculose peritoneal segue o mesmo protocolo da tuberculose pulmonar, com uso prolongado de antibióticos específicos por, no mínimo, seis meses. Segundo o Ministério da Saúde, quando identificada precocemente e tratada corretamente, a doença tem altas taxas de cura. No entanto, o atraso no diagnóstico pode levar a complicações graves.

A Organização Mundial da Saúde reforça que a tuberculose continua sendo uma das doenças infecciosas mais letais do mundo, especialmente quando não diagnosticada a tempo. No Brasil, o Sistema Único de Saúde oferece diagnóstico e tratamento gratuitos.

Especialistas orientam que qualquer pessoa com sintomas persistentes, especialmente perda de peso, febre prolongada e dor abdominal sem causa definida, deve procurar atendimento médico. A investigação precoce é fundamental para evitar agravamento do quadro e aumentar as chances de recuperação.

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