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Kamila Macedo
Publicado em 19 de março de 2026 às 15:26
A produtora Giovanna Reis, ex-namorada da atriz Alanis Guillen, utilizou as redes sociais nesta quinta-feira (19) para se manifestar pela primeira vez sobre mensagens preconceituosas publicadas em seu perfil no X (antigo Twitter). Após o conteúdo viralizar esta semana, Giovanna chegou a desativar sua conta no Instagram, mas retornou à plataforma para pedir desculpas e justificar as postagens.
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Nas publicações datadas de 2012, ela teria utilizado seu perfil para fazer comentários racistas, transfóbicos e gordofóbicos.>
O término entre Alanis e Giovanna foi confirmado após as postagens ganharem notoriedade nacional. A atriz, conhecida por se posicionar a favor de causas sociais, afirmou em seu perfil no Instagram, na última quarta-feira (18), que não compactua com as declarações da ex-companheira. O romance havia sido assumido publicamente em junho de 2025, embora houvesse rumores de que ambas se relacionavam desde meados de 2022. >
A assessoria da atriz, que integra o elenco da novela "Três Graças", confirmou o fim do relacionamento. >
Posts de Giovanna Reis, ex namorada de Alanis Guillen
Leia o comunicado na íntegra: >
“Eu sinto que preciso começar dizendo, com toda a sinceridade, que repudio completamente qualquer forma de discurso de ódio ou manifestação discriminatória e violenta.>
Nos últimos dias, veio à tona uma conta antiga minha no X (antigo Twitter), de 16 anos atrás. Ao me deparar com os conteúdos publicados ali, senti um misto de choque e imensa decepção comigo mesma. Palavras das quais tenho profundo arrependimento.>
Independentemente de idade ou contexto, eu errei. E a todas as pessoas que foram feridas, direta ou indiretamente, eu peço desculpas de forma sincera.>
Aquelas falas definitivamente não representam quem eu sou hoje. Elas vieram de uma versão minha muito mais nova, ainda menor de idade, atravessada por questões psicológicas difíceis e por uma revolta interna que eu não sabia como lidar.>
Hoje, após anos de terapia, compreendo que muitas falas carregadas de ódio surgiam de conflitos profundos e de um período de descoberta da minha sexualidade, em um contexto que não era acolhedor. Atualmente, me reconheço como uma mulher lésbica e levanto essa bandeira diariamente, mas não tinha essa clareza e ferramentas necessárias naquela época.>
Eu não posso aceitar que tentem me reduzir a uma versão minha de mais de uma década, nem que isso defina quem eu sou hoje.>
Acredito, de fato, na capacidade de mudança, transformação e crescimento do ser humano, inclusive na minha. Todos temos a possibilidade de evoluir e nos encontrar. Reitero, por fim, a luta e comprometimento diário contra toda e qualquer forma de discriminação.”>