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Heider Sacramento
Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 22:23
Depois da intensidade de Canibal, Gabi Lins apresenta nesta sexta-feira (30) o single Encanto, segunda amostra do seu álbum de estreia, previsto para o segundo trimestre de 2026. A nova faixa conta com participação de Tonho Matéria, produção de Dmax e aposta em um pop autoral que mistura discurso feminista, referências afetivas e memória da música baiana, a partir de uma releitura do clássico Nossa Gente, Avisa lá, do Olodum. >
O lançamento chega acompanhado de um clipe inédito, que estreia no mesmo dia às 11h no canal oficial da artista no YouTube. Com coreografias performáticas e estética solar, o audiovisual marca uma nova fase na trajetória de Gabi e reforça o clima de verão que guia o projeto.>
Gabi Lins
Em Encanto, a cantora usa a figura da sereia como metáfora para falar sobre magnetismo, sedução e a força da voz feminina na música. “Com este trabalho, quero prestar uma homenagem à voz da cantora mulher, que é temida e ao mesmo tempo cultuada por muitos.” A ideia também se reflete no clipe, pensado como um vídeo performance. “A gente escolheu para interpretar essa música no audiovisual com o vídeo performance, que é o meu primeiro vídeo performance da carreira onde eu estou dançando de verdade.”>
A faixa também funciona como um retorno às origens de Gabi Lins, que teve sua formação artística nos palcos do Pelourinho, em Salvador. “Eu comecei a cantar nos palcos do Pelourinho, foram os meus primeiros shows, e foi uma escola mesmo.” A presença de Tonho Matéria amplia esse diálogo com a história da música baiana e do Olodum. “Quando eu ouvi esse sample do Olodum não tinha como não chamar Tonho pra participar porque ele é um ex-vocalista do Olodum e tem uma história muito bonita.”>
Escolhida como aposta de verão, Encanto revela um lado mais leve do álbum, que promete percorrer diferentes momentos da carreira da artista. Para Gabi, o disco é uma narrativa pessoal que passa, inevitavelmente, pelas referências culturais da Bahia. “O baiano em si tende a usar muito a sereia como exemplo de diversas coisas, de beleza, de encantamento, de perigo. E como a boa baiana não tinha como deixar isso de lado no meu primeiro álbum, principalmente falando sobre a minha vida como cantora.”>