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Ana Beatriz Sousa
Publicado em 27 de abril de 2026 às 15:40
No mundo fitness, o whey protein e a creatina são itens básicos, mas quando esses suplementos param dentro da mamadeira de uma criança de apenas três anos, o cenário muda de figura. A educadora física e influenciadora Carol Borba revelou, em entrevista ao podcast Podshape, comandado por Juju Salimeni, que a filha Diana consome os produtos regularmente. Segundo Carol, a pequena já pede pelo 'leite com chocolate' (o whey) e até pela 'catina' (creatina) ao ver a mãe tomando. >
Carol Borba revelou que costuma dar whey protein para a filha
A declaração não demorou para gerar uma onda de críticas, mas Carol rebateu os comentários negativos com o apoio de Juju Salimeni. A apresentadora defendeu a amiga, questionando por que dar suplemento é visto como erro, enquanto oferecer achocolatados cheios de açúcar é socialmente aceito. Para Carol, essa estratégia ajuda a filha a não ter um paladar 'viciado' em doces: "Se ela pega um brigadeiro em festa, dá uma mordida e devolve", relatou a influenciadora.>
Apesar da defesa da influenciadora, o assunto é delicado e exige cautela. Nutricionistas explicam que o whey protein até pode ser indicado para crianças, mas apenas em casos muito específicos, como seletividade alimentar severa ou baixo peso, e sempre com um cálculo rigoroso feito por profissionais. Não é algo para ser dado por conta própria só porque os pais treinam.>
Já a situação da creatina é ainda mais restrita. Segundo a International Society of Sports Nutrition (ISSN), o uso recreativo só é considerado seguro para adolescentes a partir dos 16 anos. Para crianças pequenas, a substância só entra em cena no tratamento de doenças metabólicas ou neuromusculares muito específicas. Ou seja, a consulta com um pediatra ou nutricionista infantil é indispensável para não sobrecarregar o organismo da criança. >