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Justiça absolve funcionário condenado por ficar com fortuna que recebeu por engano

Homem foi condenado após receber depósito 330 vezes maior que o próprio salário e ficar rico do dia para a noite

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 19:00

Empresa pediu devolução, ex-funcionário não devolveu e caso virou disputa judicial após transferência muito acima do salário Crédito: Pixabay

Um erro administrativo transformou um funcionário comum em um homem rico da noite para o dia no Chile. A empresa onde ele trabalhava depositou acidentalmente 330 vezes o valor do seu salário na conta pessoal.

A situação, descrita como "O engano que sai caro", resultou em um pedido de demissão imediato. O trabalhador preferiu arriscar o emprego e enfrentar a justiça a devolver os quase R$ 1 milhão recebidos indevidamente.

Embora a companhia tenha tentado recuperar o valor pela via criminal, o desfecho no tribunal surpreendeu o mercado. A ausência de provas sobre fraude no sistema de pagamentos foi o ponto crucial para a decisão favorável.

Dinheiro por Shutterstock

Um dilema entre a ética e a sorte

O ex-funcionário inicialmente aceitou o pedido de devolução da quantia milionária feito pelo consórcio. Entretanto, após três dias, ele mudou de ideia e entregou sua carta de demissão, ignorando as mensagens da ex-contratante.

Portanto, a empresa não teve outra alternativa senão denunciar o caso às autoridades policiais locais. A acusação sustentou que o trabalhador agiu de má-fé ao reter valores que sabia não pertencerem legitimamente ao seu salário.

Todavia, a justiça chilena analisou que não houve qualquer manipulação ou interferência técnica por parte do acusado. Nesse sentido, o erro foi inteiramente da empresa, o que mudou a interpretação jurídica sobre o suposto delito.

Por que não foi considerado crime

Segundo o tribunal de Santiago, a conduta do homem não se enquadra no crime de roubo ou furto tradicional. As autoridades definiram o episódio como uma “apropriação não autorizada”, algo que não possui punição penal no país.

Ademais, se o trabalhador fosse condenado, ele teria que cumprir um ano e meio em regime fechado. Com a absolvição, ele mantém sua ficha criminal limpa, apesar de ainda estar sujeito a processos nas esferas cíveis no futuro.

Apesar de não ter obtido sucesso nesta investida criminal, a empresa afirma que irá atrás de outras ferramentas legais. O caso serve como um alerta para os riscos de falhas nos processos de transferências bancárias corporativas.