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Agência Correio
Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 18:00
O tamanho do Icon of the Seas é o primeiro impacto. Cinco vezes maior que o Titanic, o maior navio de cruzeiro do mundo transforma o oceano em palco para uma experiência que aposta na grandiosidade como principal atrativo. >
Operado pela Royal Caribbean, o navio sai de Miami e tem capacidade para reunir até 10 mil pessoas, somando passageiros e tripulação, em uma estrutura pensada para funcionar sem pausas.>
Mais do que transportar viajantes, o Icon abriga uma rotina inteira a bordo. Cada detalhe reforça a sensação de estar dentro de uma cidade que flutua, com lazer, serviços e consumo concentrados em um único espaço.>
Como é viajar em um cruzeiro da Disney pelo Caribe
Com 365 metros de comprimento, o Icon of the Seas equivale a três campos de futebol enfileirados. A comparação ajuda a visualizar um navio que também alcança cerca de vinte andares de altura.>
O Titanic, frequentemente usado como referência histórica, é cinco vezes menor. A diferença de escala ajuda a explicar por que o Icon se tornou um marco antes mesmo de ser visto de perto.>
Projetado para mais de sete mil passageiros, o número chega a 10 mil pessoas com a tripulação. Na prática, trata-se de uma cidade flutuante que precisa operar de forma contínua.>
Construído em estaleiros da Finlândia, o navio custou quase dois bilhões de dólares e foi idealizado como um centro de lazer itinerante, capaz de manter o passageiro ocupado do início ao fim da viagem.>
O Icon reúne sete piscinas, nove jacuzzis e uma mega piscina central. O lazer inclui toboáguas de vários níveis, simuladores de surfe e uma cachoeira com cerca de 20 metros de altura.>
Entre os destaques está o AquaDome, um anfiteatro cercado por vidro, onde o oceano vira cenário permanente e transforma o mar em parte do espetáculo.>
A bordo, são 28 tipos diferentes de cabines, que variam do básico ao extremo luxo. Algumas acomodações se destacam pelo design e pela proposta de exclusividade.>
O navio também é dividido por áreas temáticas, com distritos voltados para famílias, zonas de lazer infantil e espaços reservados apenas para adultos.>
Esse excesso de camadas levou críticos a apelidarem o Icon de “lasanha humana”, expressão que resume a concentração de pessoas, andares e atividades.>
Para se manter em funcionamento, o Icon of the Seas opera como uma cidade em tempo integral. O navio é movido a gás natural liquefeito, apontado como uma alternativa mais eficiente.>
Ainda assim, especialistas alertam que abastecer uma estrutura desse porte exige alto consumo, já que tudo depende de energia, do lazer à hospedagem.>
Segundo o Conselho Internacional para o Transporte Limpo, passageiros de cruzeiros emitem, em média, 420 quilos de dióxido de carbono por dia, reforçando o debate ambiental.>