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Flavia Azevedo
Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 21:34
A atriz francesa Brigitte Bardot, um dos maiores símbolos do cinema mundial nas décadas de 1950 e 1960, morreu em 28 de dezembro, aos 91 anos. De acordo com informações da Rolling Stone Brasil, o funeral foi realizado nesta quarta-feira (7), em Saint-Tropez, cidade onde a artista vivia de forma reservada. >
Diagnóstico de câncer e últimos momentos>
A causa da morte foi confirmada por Bernard d’Ormale, marido da atriz desde 1992, pouco antes da cerimônia. Segundo d’Ormale, Bardot havia sido diagnosticada com câncer e passou por duas cirurgias de grande porte nas semanas anteriores ao falecimento, embora o tipo específico de tumor não tenha sido revelado.>
Brigitte Bardot em Búzios
Em entrevista à revista Paris Match, o viúvo detalhou os instantes finais de Bardot. Ele relatou que estava ao seu lado quando a ouviu pronunciar "Pioupiou", apelido carinhoso utilizado pelo casal, antes de falecer pacificamente. Segundo d’Ormale, a expressão da atriz no momento da morte transmitia "paz e tranquilidade".>
Homenagens e sepultamento em Saint-Tropez>
O funeral ocorreu na Igreja Católica Notre-Dame-de-l’Assomption, em Saint-Tropez. Para permitir a participação de moradores e admiradores, a prefeitura instalou três telões em pontos estratégicos, como o porto e praças da cidade, que transmitiram a cerimônia ao vivo.>
Brigitte Bardot
Bardot foi sepultada em um cemitério com vista para o Mar Mediterrâneo, no mesmo local onde repousam seus pais e seu primeiro marido, o cineasta Roger Vadim. A prefeitura de Saint-Tropez declarou que a atriz será "para sempre associada" à cidade, da qual foi a "embaixadora mais deslumbrante".>
Do estrelato mundial ao ativismo animal>
Nascida em Paris em 1934, Brigitte Bardot alcançou fama internacional em 1956 com o filme "E Deus Criou a Mulher", dirigido por Roger Vadim. O papel a estabeleceu como um ícone da liberdade sexual feminina, rompendo com os padrões das estrelas de Hollywood da época. Ao longo de sua carreira, atuou em mais de 40 produções, incluindo "O Desprezo" (1963) e "A Verdade" (1960).>
No auge da carreira, aos 39 anos, Bardot abandonou o cinema para se dedicar à causa animal. Em 1986, fundou a Fundação Brigitte Bardot, focada no combate aos maus-tratos e à exploração de animais, instituição que obteve o status de utilidade pública na França em 1992.>
Histórico de controvérsias e condenações>
Apesar de seu legado artístico e filantrópico, a trajetória de Bardot foi marcada por posicionamentos políticos extremistas. Em seu livro de memórias, "Um Grito no Silêncio" (2003), ela fez críticas severas à imigração e à população muçulmana na França, o que resultou em diversas condenações judiciais por incitação ao ódio racial.>
A atriz também acumulou polêmicas por declarações contra a comunidade LGBTQ+ e, em 2018, ao criticar o movimento feminista #MeToo, classificando como "hipócritas" as atrizes que denunciavam casos de assédio sexual na indústria cinematográfica.>
Por @flaviaazevedoalmeida , com agências>