Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Xiu, não espalha: planta considerada extinta é descoberta após 100 anos em ilha no Brasil

Pesquisadores realizam descoberta de espécie ativa em região curiosa

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 12:00

Assegurar a preservação legal desse ambiente garante a proteção do habitat da Begonia larorum e de outras espécies endêmicas
Assegurar a preservação legal desse ambiente garante a proteção do habitat da Begonia larorum e de outras espécies endêmicas Crédito: Zejulio/Wikimedia Commons

Um estudo publicado na revista Oryx The International Journal of Conservation relata a redescoberta da Begonia larorum na Ilha de Alcatrazes, litoral norte de São Paulo.

A espécie endêmica não era registrada desde a década de 1920, quando foi coletada pelo zoólogo alemão Hermann Luederwaldt.

Flor-da-Imperatriz ou rabo-de-galo por Felipe Tubarão

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro confirmaram a presença da planta durante expedições científicas recentes, comprovando que sobrevive no habitat natural.

Reencontro histórico

Em fevereiro de 2024, pesquisadores localizaram um indivíduo fora do período reprodutivo em um sub-bosque no sul da ilha.

Características morfológicas coincidiam com registros históricos: cinco clones foram produzidos em laboratório na Unicamp, permitindo acompanhar o crescimento da planta e confirmar sua identificação.

Detalhes do procedimento de coleta e cultivo aparecem no artigo, que ressalta a importância de monitoramentos regulares em áreas com registros antigos.

Informações obtidas através da pesquisa registram a ocorrência da espécie e suas características, fornecendo base para estratégias de conservação.

População ativa identificada

A Expedição realizada em setembro de 2024 encontrou 19 indivíduos, sendo 17 em fase reprodutiva.

Com isso, o registro pôde evidenciar a existência de população ativa, ainda que limitada a áreas específicas da ilha.

Esse levantamento reforça a necessidade de pesquisas contínuas em locais pouco estudados para proteger espécies raras ou consideradas extintas.

Além disso, essa descoberta demonstra a capacidade de sobrevivência da planta em seu habitat natural e destaca a importância de manter o ambiente preservado.

Unidade de conservação e proteção da espécie

Ilha de Alcatrazes fica a cerca de 35 quilômetros do continente e integra a Estação Ecológica Tupinambás e o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, administradas pelo ICMBio desde 2017.

Assegurar a preservação legal desse ambiente garante a proteção do habitat da Begonia larorum e de outras espécies endêmicas.

A recomendação do estudo inclui a inserção da planta na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza, reconhecendo seu grau de ameaça e orientando ações de proteção voltadas à espécie e ao ambiente em que ocorre.

Tags:

Ciência