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Elaine Sanoli
Publicado em 6 de março de 2026 às 19:56
O goleiro Bruno, condenado pela morte da atriz e modelo Eliza Samúdio, desaparecida em 2010 e declarada morta em 2013, teve o livramento condicional revogado pela Justiça do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (5). >
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro voltou atrás na medida após Bruno se ausentar da capital fluminense sem aviso prévio, segundo informações do jornal O Globo. Ele viajou para o Acre no início do mês de fevereiro, onde disputou uma partida da Copa do Brasil pelo Vasco-AC.>
Goleiro Bruno estreia com eliminação no Vasco-AC
Antes disso, Bruno foi ao estádio do Maracanã no fim de janeiro, durante a noite, conduta que não seria permitida, já que a condicional determina que, durante o dia, o detento possa deixar a unidade para atividades como trabalho, mas deve retornar para o recolhimento noturno.>
“Acolho o parecer ministerial e revogo o livramento condicional concedido ao apenado, na forma da primeira parte do artigo 87 do Código Penal. Expeça-se mandado de prisão, no regime semiaberto, com validade de 16 (dezesseis) anos”, diz trecho da decisão divulgado pelo portal Metrópoles.>
O ex-jogador do Flamengo estava em liberdade condicional desde janeiro de 2023. Com a revogação, Bruno voltará a cumprir a pena em regime semiaberto. De acordo com os cálculos da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro (VEP), a previsão do término de sua pena é 8 de janeiro de 2031.>
Dada como morta oficialmente em janeiro de 2013, Eliza nunca teve os restos mortais encontrados. Além de Bruno, Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, e Marcos Aparecido dos Santos, apelidado de Bola, foram apontados como envolvidos no crime. Em depoimentos, eles relataram que Eliza teria sido morta após chegar ao local, mas o corpo nunca foi localizado. Alguns relatos indicaram que os restos mortais teriam sido ocultados, informação que não foi confirmada pela polícia.>
Relembre Eliza Samudio
Em janeiro de 2013, a Justiça de Minas Gerais emitiu a certidão de óbito de Eliza Samúdio. Bruno foi condenado a 23 anos e um mês de prisão por participação no homicídio, além dos crimes de sequestro e cárcere privado de Bruninho, que foi encontrado na periferia de Belo Horizonte.>
*Com informações da Agência Brasil>