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Maysa Polcri
Publicado em 25 de março de 2026 às 13:42
A audiência pública que iria discutir o projeto da ponte Salvador-Itaparica na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em Salvador, nesta quarta-feira (25), foi cancelada. O encontro seria conduzido pela Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos e o projeto seria apresentado pela Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra), conforme divulgado pela Alba. >
O deputado José de Arimatéia (Republicanos), presidente da comissão, anunciou o cancelamento da sessão na noite de terça-feira (24). Segundo ele, a razão foi a "incompatibilidade de agenda da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador–Itaparica (SVPonte)". >
Ponte Salvador-Itaparica
"Ressaltamos que uma nova data será oportunamente agendada para a apresentação do projeto à Comissão de Meio Ambiente da Alba", informou o parlamentar. >
Em nota, a Seinfra informou que desde a criação da SVPonte, os assuntos relacionados ao tema passaram a ser direcionados à pasta. "Em razão de compromissos institucionais previamente agendados, que coincidiram com a data da audiência, a SVPonte informou a impossibilidade de comparecimento", afirma. >
A Seinfra informa ainda que, em setembro de 2025, foi realizada a apresentação do projeto na sede da Assembleia Legislativa da Bahia, ocasião que contou com a presença do secretário da SVPonte, Mateus Dias, do secretário da Casa Civil, Afonso Florence, e de representantes da concessionária responsável pela implantação e operação do empreendimento.>
Nesta quarta-feira (25), o CORREIO revelou que um conjunto de três laudos técnicos produzidos pelo Ministério Público Federal (MPF) levanta dúvidas sobre a consistência técnica e ambiental do projeto da ponte Salvador-Itaparica. Mais de 20 recomendações de ajustes foram feitas ao governo estadual por sete peritos federais. >
Apesar de um cronograma ter sido apresentado pelo governo estadual, com previsão para início das obras em junho, o empreendimento ainda depende de licenças concedidas por órgãos como o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
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Em janeiro deste ano, o Iphan negou a licença de instalação da ponte e também fez recomendações para atualização do projeto, como noticiou o CORREIO.
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