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Baiano denuncia ter sido espancado por funcionários de bar famoso em Balneário Camboriú

Alexandre Souza, 35, teria sido agredido após enfrentar problemas para pagar a conta

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 15:59

Episódio de violência teria ocorrido no sábado (10)
Episódio de violência teria ocorrido no sábado (10) Crédito: Reprodução

O baiano Alexandre Souza, de 35 anos, denuncia ter sido vítima de racismo e agredido por funcionários de um bar localizado na Avenida Atlântica, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. As agressões teriam ocorrido na noite do último sábado (10), após dificuldades no aplicativo do banco que o impediram de pagar a conta.

Alexandre, que estava na cidade como turista, afirma que passou o dia surfando e, à noite, entrou no bar Lê Mentor, onde permaneceu por um período antes de se dirigir ao caixa para efetuar o pagamento.

De acordo com o relato, o aplicativo do banco apresentou falhas, com problemas no reconhecimento facial, senha e travamento do sistema. Alexandre diz que informou aos funcionários sobre a instabilidade e pediu alguns minutos para concluir a transação, mas não houve concordância por parte do estabelecimento.

Baiano denuncia agressões em bar localizado em Santa Catarina por Reprodução

“Expliquei que o app travou, que eu só precisava de um minuto. Eles não quiseram esperar. Também não quiseram deixar eu pagar no outro dia. Para eles, foi mais conveniente me agredir”, denuncia. 

Alexandre conta que foi levado por funcionários para o banheiro do bar, onde teria sido coagido a deixar o celular como garantia de pagamento. Ao se negar a entregar o aparelho, ele conta que foi agredido e, depois, expulso do bar. Vídeos e imagens que teriam sido feitos após as agressões mostram Alexandre com ferimentos no rosto, dedos das mãos e pernas. 

O estabelecimento foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou sobre as denúncias até esta publicação. O espaço segue aberto. 

Alexandre conta ainda que só conseguiu realizar o pagamento da conta, no valor de R$ 400, no dia seguinte, após o funcionamento normal do aplicativo bancário. "Tudo isso porque sou um homem negro, baiano e com sotaque. Se fosse outra pessoa, eles não teriam feito isso”, diz. 

O CORREIO entrou em contato com a Polícia Civil de Santa Catarina, que, até esta publicação, não informou se possui registro da ocorrência.