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Wendel de Novais
Publicado em 4 de março de 2026 às 07:18
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Bandeira Branca, que tem como alvo seis suspeitos de envolvimento na agressão a um torcedor do Vitória, ocorrida no dia 17 de janeiro, na Avenida São Rafael, em Salvador. Parte da ação foi concentrada na sede da torcida organizada BAMOR, no bairro de Nazaré, onde três homens foram conduzidos para prestar esclarecimentos, de acordo com informações da TV Bahia. >
Segundo as investigações, no crime que provocou a investigação, a vítima foi cercada por um grupo de 15 a 20 homens e atacada com socos, chutes e golpes de arma branca. O episódio aconteceu no mesmo dia em que era realizada uma festa no Barradão e uma partida entre Bahia e Galícia pelo Campeonato Baiano.>
Alvos são suspeitos de envolvimento em espancamento no mês de janeiro
De acordo com a polícia, a identificação dos suspeitos ocorreu após diligências conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Foram utilizados laudos periciais e ferramentas de comparação facial a partir de imagens captadas durante o ataque. Durante o cumprimento dos mandados, celulares, equipamentos eletrônicos e documentos foram apreendidos na sede da organizada.>
Em entrevista à TV Bahia, o advogado Ícaro Andrade ressaltou que os três homens levados da sede não são alvos diretos da investigação. “Eles não estão presos. Foram conduzidos porque estavam na sede no momento da operação e irão prestar esclarecimentos. Não são alvos dos mandados”, disse, acrescentando que os conduzidos não estavam algemados e devem ser liberados após os depoimentos.>
Ainda segundo o advogado, a entidade aguarda acesso às informações completas do inquérito para verificar se os alvos da operação têm vínculo formal com a organizada. “Se houver qualquer integrante comprovadamente envolvido, a própria torcida tomará as medidas cabíveis”, afirmou.>
A Polícia Civil sustenta que a operação tem como objetivo responsabilizar os envolvidos no ataque e prevenir novos episódios de violência entre torcidas organizadas, especialmente diante da proximidade de partidas consideradas de maior risco.>