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Maysa Polcri
Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 14:22
O DJ e produtor cultural Jamil Godinho, 31, fez uma denúncia de homofobia contra o dono de um estabelecimento comercial localizado no Rio Vermelho, em Salvador. De acordo com o relato de Jamil, ele foi xingado de "viadinho" pelo empresário e agredido por um segurança, na noite de sábado (3), dentro do Show Bar. O estabelecimento afirma que o caso é investigado internamente. >
Segundo o relato do DJ, ele procurou o dono do bar para conversar, na noite de sábado, quando teria se iniciado uma confusão. "Ele começou a me destratar e perguntar quem eu era. Ele me chamou de viadinho, e o segurança dele me impediu de entrar para buscar meus equipamentos, me dando um soco no tórax", afirmou. >
DJ denuncia agressão em bar no Rio Vermelho
Jamil publicou uma foto em que aparece com um hematoma no tórax e, outra imagem, do celular quebrado. "Jogaram meu celular no chão quando comecei a filmar", completou. A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil, que confirmou o registro do caso como "denúncia de lesão corporal e crime de discriminação"> >
"De acordo com a ocorrência, a vítima, um produtor cultural de 31 anos, relatou que teve um desentendimento com o proprietário do estabelecimento, que teria proferido palavras preconceituosas. Ainda conforme o registro, durante a confusão, um segurança do local desferiu um soco contra o homem", diz a polícia, em nota. >
Vídeos publicados nas redes sociais mostram o momento após a suposta agressão. Na gravação, feita do lado de fora do bar, é possível ouvir os gritos de Jamil. "A porra do segurança me deu um murro", afirma o DJ. Em outro vídeo, Jamil aparece discutindo com um homem, provavelmente o segurança que o teria agredido. O homem afirma que foi empurrado por Jamil antes da agressão. >
Após o ocorrido, o DJ publicou uma lista de shows que teriam sido feitos por ele, mas que não foram pagos pelo dono do estabelecimento. A lista possui nove apresentações, realizadas entre os dias 10 de dezembro e 3 de janeiro. Jamil não detalhou se a confusão teve início por conta do atraso dos pagamentos dos cachês. >
Procurado, o Show Bar disse, em nota, que o episódio está sendo apurado "com base em registros internos e depoimentos". O estabelecimento afirma ainda que "até o momento, não há confirmação de conduta discriminatória e da suposta agressão por parte da equipe". O bar completa dizendo que tem comprometimento com o respeito e a diversidade e que está à disposição das autoridades. >
Esta não é a primeira vez que o bar é palco de um episódio de suposta violência. Em julho do ano passado, um policial militar atirou no local, após, supostamente, o soldado ter paquerado uma mulher e não ter sido correspondido. >
"Show Bar reafirma seu compromisso com o respeito e a diversidade. Os fatos ocorridos ontem, estão sendo apurados com base em registros internos e depoimentos. Até o momento, não há confirmação de conduta discriminatória e da suposta agressão por parte da equipe. Permanecemos à disposição das autoridades". >