'ESTOU OTIMISTA'

Bruno Reis diz que espera acordo entre empresários e rodoviários para evitar greve de ônibus

Prefeito de Salvador explicou que, caso haja paralisação, a prefeitura tem formas de atenuar os transtornos para a população

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Publicado em 25 de maio de 2024 às 15:28

Bruno Reis ao lado do Presidente do Benim, que recebeu título em Salvador Crédito:  Gilberto Barbosa/CORREIO

O prefeito Bruno Reis destacou neste sábado (25) - durante a condecoração do presidente do Benin, Patrice Talon - o papel de mediação que a prefeitura de Salvador exerce nas negociações que ocorrem entre rodoviários e empresários do setor de transporte público para evitar uma paralisação dos ônibus na capital. Uma nova rodada de negociação está marcada para a próxima segunda (27).

"Espero que possa ter acordo entre rodoviários e patrões, mas, caso não ocorra, espero que a Justiça decida antes da quarta-feira (29) para que a gente não tenha paralisação por um minuto sequer de qualquer linha de ônibus", disse.

Ele disse que empresários estão com dificuldade de arcar com as despesas do setor e até recolher tributos.

"A gente sabe da gravidade que hoje vive o sistema. Pode ser que uma empresa dessa parando possa não conseguir voltar. Eles estão vendendo o almoço pra comprar a janta. O dia que deixa de faturar consequentemente falta dinheiro para combustível, para pagar os funcionários, ou para contribuir com os encargos. Eles não estavam conseguindo recolher o FGTS, então, nós pagamos [parte do subsidio de 2024] pra permitir o recolhimento. Vejam a dificuldade", explicou.

Bruno Reis falou da crise que vive o transporte público, diz que espera que haja concessões de ambos os lados e que está otimista para que rodoviários e empresários pensem no compromisso com o cidadão.

"A tarifa não remunera mais o sistema.  Hoje o valor é deficitário. O valor que está na porta do ônibus, no vidro do ônibus, a prefeitura complementa R$ 0,32 por cada passageiro transportado. Nós estamos pagando a diferença entre a tarifa técnica e a tarifa real justamente porque há um déficit na operação. A receita da passagem não é suficiente para cobrir os custos da operação. Os empresários estão no limite. De um lado você tem essa situação e do outro lado estão os rodoviários que merecem ter sua recomposição salarial, ter, se possível, até um ganho real para garantir o sustento das suas famílias. É uma relação sensível que estamos tentando mediar", explicou.

Bruno Reis explicou que, caso haja paralisação, a prefeitura tem formas de atenuar os transtornos para a população.

"Caso tenha paralisação nós teremos, sim, condições de oferecer com o sistema complementar e outras ações que a prefeitura pode adotar pra garantir que parte do transporte [público] seja garantido", disse.