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Maysa Polcri
Publicado em 17 de março de 2026 às 19:11
A Justiça da Bahia determinou a soltura de Diogo Santos de Almeida, conhecido como Diogo 305, preso durante a terceira fase da operação Falsas Promessas, em fevereiro. No Carnaval deste ano, o camarote do empresário, localizado no circuito Barra-Ondina, foi interditado sob a suspeita de ser usado para lavagem de dinheiro.>
A informação da soltura foi confirmada pela defesa de Diogo ao CORREIO. Conforme os advogados, a Justiça reconheceu o excesso de prazo na prisão preventiva do investigado, após o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) se manifestar favoravelmente ao relaxamento da prisão. Diogo foi solto nesta terça-feira (17), um mês após ser preso em um resort de luxo em Busca Vida, no Litoral Norte da Bahia. >
Diogo 305 foi preso em um resort de luxo em Busca Vida
No início deste mês, a Justiça havia mantido a prisão Diogo 305. Ele é investigado por posse ou porte ilegal de arma de fogo, acessório ou munição de uso restrito. Quando foi preso, estava na posse de mais de 500 munições de fuzil, além de grande quantia em dinheiro em espécie, joias, celulares e relógios de luxo.>
A defesa alegou que Diogo possui registro como CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) desde 2021 e que, à época, não haveria limitações territoriais para o tráfego de armas e munições. >
Porém, as guias de tráfego de armamentos apresentadas pela defesa foram emitidas apenas em 2025, com restrições para deslocamento exclusivamente entre o endereço do investigado e um clube de tiro em São Paulo. Ao analisar o novo pedido de habeas corpus, a Justiça decidiu soltar o influenciador. >
O Camarote 305, interditado na véspera do Carnaval, é apontado pela Polícia Civil como um dos meios utilizados por um grupo suspeito de lavar dinheiro da exploração ilegal de rifas na internet. O espaço passou a ser utilizado pela polícia como ponto estratégico de observação da folia no circuito Dodô.>
Os valores dos ingressos vendidos variavam entre R$ 927 e R$ 1.108. O passaporte para todos os dias de festa no camarote custava R$ 4,8 mil. De acordo com o delegado Fábio Lordello, a operação reforçou a atuação estratégica da Polícia Civil da Bahia no enfrentamento ao crime organizado e à lavagem de dinheiro, com foco na interrupção de atividades ilícitas.>
“O grupo operava um esquema estruturado de lavagem de capitais por meio de empresas de fachada, intermediadoras de pagamento e pessoas interpostas, movimentando valores incompatíveis com atividades lícitas declaradas. As conexões financeiras do esquema seguem sob aprofundamento investigativo”, afirmou.>