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Justiça mantém preso dono de camarote na Barra encontrado com mais de 500 munições de fuzil

Diogo Santos de Almeida, o Diogo 305, está preso desde fevereiro

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 2 de março de 2026 às 18:45

Diogo 305 é famoso por promover rifas na internet
Diogo 305 é famoso por promover rifas na internet Crédito: Reprodução

A Justiça da Bahia manteve a prisão preventiva do rifeiro Diogo Santos de Almeida, conhecido como Diogo 305, preso durante a terceira fase da operação Falsas Promessas, em fevereiro. No Carnaval deste ano, o camarote do empresário, localizado no circuito Barra-Ondina, foi interditado sob a suspeita de ser usado para lavagem de dinheiro. 

A decisão foi proferida na quinta-feira (26) pela juíza Martha Carneiro Terrin e Souza, que negou o pedido de revogação da prisão apresentado pela defesa. Diogo 305 é investigado por posse ou porte ilegal de arma de fogo, acessório ou munição de uso restrito. Ele foi preso em um resort de luxo em Busca Vida, no Litoral Norte da Bahia, com mais de 500 munições de fuzil, além de grande quantia em dinheiro em espécie, joias, celulares e relógios de luxo.

Operação Falsas Promessas por Reprodução

A defesa alegou que Diogo possui registro como CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) desde 2021 e que, à época, não haveria limitações territoriais para o tráfego de armas e munições. Porém, as guias de tráfego de armamentos apresentadas pela defesa foram emitidas apenas em 2025, com restrições expressas para deslocamento exclusivamente entre o endereço do investigado e um clube de tiro em São Paulo. A magistrada ressaltou que não há prova de que a ida de Diogo ao resort estivesse vinculada a competição ou treinamento de tiro esportivo.

Além disso, a decisão menciona que, segundo relato policial, Diogo teria tentado fugir do imóvel ao perceber a chegada da equipe que cumpria o mandado de busca e apreensão. A reportagem entrou em contato com a defesa do investigado, mas não obteve retorno até esta publicação. O espaço segue aberto. 

O camarote 

O Camarote 305, interditado na véspera do Carnaval, é apontado pelas investigações da Polícia Civil como um dos meios utilizados por um grupo suspeito de lavar dinheiro da exploração ilegal de rifas na internet. O espaço passou a ser utilizado pela polícia como ponto estratégico de observação da folia no circuito Dodô.

Os valores dos ingressos vendidos variavam entre R$ 927 e R$ 1.108. O passaporte para todos os dias de festa no camarote custava R$ 4,8 mil. De acordo com o, delegado Fábio Lordello, a operação reforçou a atuação estratégica da Polícia Civil da Bahia no enfrentamento ao crime organizado e à lavagem de dinheiro, com foco na interrupção de atividades ilícitas.

“O grupo operava um esquema estruturado de lavagem de capitais por meio de empresas de fachada, intermediadoras de pagamento e pessoas interpostas, movimentando valores incompatíveis com atividades lícitas declaradas. As conexões financeiras do esquema seguem sob aprofundamento investigativo”, afirmou.