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Maysa Polcri
Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 17:01
Forrozeiros e representantes da cultura popular baiana vão se reunir, nesta quinta-feira (5), a partir das 11 horas, com a direção da União dos Municípios da Bahia (UPB), na sede da entidade, no CAB, em Salvador. O encontro vai debater as recentes polêmicas sobre o aumento de cachês de grandes artistas no São João da Bahia. Os músicos também cobram a aprovação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que priorize a valorização de artistas baianos nas programações juninas.>
No final de janeiro, prefeitos baianos se reuniram na UPB para discutir, com órgãos de controle, a definição de recomendações e critérios que orientem a contratação de atrações artísticas no período do São João. Na ocasião, o presidente da UPB e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso, destacou a preocupação dos gestores com a disparidade nos valores cobrados por artistas e produtoras, além do impacto da inflação sobre a estrutura dos eventos, como palcos, sonorização e iluminação.>
Após o encontro de gestores, forrozeiros de diferentes regiões da Bahia vão se reunir na sede da entidade para discutir propostas de valorização de artistas locais, através de um TAC. A proposta apresentada pelos coletivos de forrozeiros sugere que ao menos 50% das atrações das programações juninas sejam compostas por artistas baianos de forró, tanto em número de contratações quanto, preferencialmente, no volume de recursos investidos. >
São João na Bahia
O documento também prevê maior transparência nas contratações, com divulgação prévia das grades e dos valores pagos, além do respeito às legislações vigentes sobre contratação pública.>
Entre os pontos defendidos estão ainda o monitoramento do cumprimento do TAC pelo Ministério Público Estadual e pelo Tribunal de Contas dos Municípios, a atuação da UPB como articuladora e orientadora dos gestores municipais e o apoio institucional do Governo do Estado da Bahia, por meio de suas secretarias e órgãos de cultura.>
Segundo os organizadores, a adoção do TAC "pode resultar no fortalecimento do forró e da cultura popular baiana, na ampliação da geração de emprego e renda para artistas e trabalhadores da cultura, no uso mais equilibrado dos recursos públicos e na redução de conflitos jurídicos relacionados às contratações artísticas". >