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Oito suspeitos morrem em operação no Nordeste de Amaralina após morte de PM

Ônibus deixaram de circular no Vale das Pedrinhas e Santa Cruz

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 16:43

Após morte de PM: tensão no Nordeste de Amaralina
Após morte de PM: tensão no Nordeste de Amaralina Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

Oito pessoas morreram durante uma operação no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, após a morte de um policial militar, nesta terça-feira (3). De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP), seis dos mortos possuíam passagens pela polícia e integravam uma facção criminosa. Outros dois ainda não foram identificados. 

Os homens identificados já haviam sido presos por tráfico de drogas, roubo, porte ilegal de arma de fogo, estelionato, furto e receptação, segundo a SSP. O policiamento na região foi reforçado após o cabo da PM Glauber Rosa Santos, de 42 anos, ser baleado na cabeça e morto durante o serviço. Ele foi atingido assim que desembarcou de uma viatura.

Glauber Rosa Santos tinha 42 anos e deixa filhos e esposa por Reprodução

Parte do final de linha do Vale das Pedrinhas ficou interditada até às 10 horas para a realização da perícia no local onde o PM foi baleado, como mostrou o CORREIO. Peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) recolheram pelo menos 50 cápsulas, resultado do confronto entre policiais e integrantes do Comando Vermelho. Ônibus deixaram de circular na localidade por conta dos confrontos. 

PM morto 

O cabo Glauber Rosa Santos, morto após ser baleado na cabeça durante um confronto no Vale das Pedrinhas, tinha 42 anos e era natural do município de Senhor do Bonfim, no norte do estado. Na capital, ele era lotado no 30º Batalhão da Polícia Militar da Bahia (BPM-BA), responsável pelo policiamento do Nordeste de Amaralina

Glauber atuava há anos na corporação e era descrito por colegas como um profissional comprometido e respeitado. Além da atuação na PM, ele também trabalhava como mecânico. O policial deixa dois filhos: uma menina que completou 8 anos e um menino de 3 anos.

Em nota oficial, a Polícia Militar da Bahia lamentou a morte do cabo e destacou a trajetória profissional de Glauber na instituição.“O Cabo PM Glauber deixa esposa e filhos, além de um legado de seriedade, compromisso e dedicação à missão de servir e proteger. Defendeu a sociedade com a coragem de um herói, demonstrando bravura e altruísmo no cumprimento do dever”, afirmou a corporação.