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Morte de PM provoca clima de tensão em operação no Nordeste de Amaralina

Ônibus deixam de circular no Vale das Pedrinhas e Santa Cruz

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 15:01

Após morte de PM: tensão no Nordeste de Amaralina
Após morte de PM: tensão no Nordeste de Amaralina Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

O clima é de tensão no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador. Desde as primeiras horas desta terça-feira (3), policiais militares ocupam o que seria o “quartel-general” do Comando Vermelho (CV) na capital baiana. As operações ocorrem de forma contínua após o cabo da PM Glauber Rosa Santos ter sido baleado na cabeça durante esta madrugada (3). Horas depois, ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

Ele foi atingindo assim que desembarcou de uma viatura. Como reflexo da insegurança, os ônibus deixaram de entrar no Vale das Pedrinhas, região onde o militar foi atingido. Até às 10h da manhã, havia dois mortos feridos.

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Por volta das 5h, viaturas de diversas unidades, como Patamo e Bope, já circulavam pelo complexo. Pelo menos 35 policiais se reuniram no final de linha do Vale das Pedrinhas, local do ataque ao policial. Em seguida, as equipes se dividiram e avançaram por vias que dão acesso ao Nordeste de Amaralina, Santa Cruz e Chapada do Rio Vermelho. Dois helicópteros do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer) sobrevoavam a região.

Até as 10h, pelo menos duas pessoas morreram durante as incursões policiais. Elas foram levadas ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiram. Segundo a polícia, a dupla estava armada na Rua do Japão e iniciou um confronto. Outros quatro suspeitos foram baleados durante tiroteios no complexo.

Perícia

Parte do final de linha do Vale das Pedrinhas ficou interditada até as 10h para a realização da perícia no local onde o PM foi baleado. Peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) recolheram pelo menos 50 cápsulas, resultado do confronto entre policiais e integrantes do Comando Vermelho.

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A poucos metros de alguns projéteis recolhidos estava os vestígios de sangue do PM no asfalto. Uma fonte policial informou que o disparo que atingiu a cabeça do militar teria partido de um homem que utilizava uma arma de grosso calibre com mira de alta precisão.

Marcas do tiroteio também ficaram em vários estabelecimentos comerciais. “A gente abriu hoje pela manhã, depois que a perícia acabou, e o que sabemos é o que está nas reportagens”, contou uma funcionária de uma farmácia que teve a fachada perfurada por tiros. 

Apesar da interrupção do serviço de ônibus no Vale das Pedrinhas e em Santa Cruz, o comércio funcionou normalmente.