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Nauan Sacramento
Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 17:48
Em uma força tarefa montada no Rio Vermelho, a celebração do Dia de Iemanjá em 2026 garantiu a coleta de 4.157,5 kg (aproximadamente 4,1 toneladas) de materiais recicláveis em apenas 24 horas. Além do benefício ambiental, a iniciativa arrecadou quase R$ 75 mil para a economia local por meio da remuneração de trabalhadores da reciclagem. >
O balanço divulgado nesta terça-feira (3) detalha que o alumínio foi o material de maior volume, totalizando 2.453,5 kg de latas. A operação também retirou das ruas 1.114 kg de garrafas PET e 590 kg de outros tipos de plásticos. Todo o material passou por triagem imediata no local e foi encaminhado para o ciclo de reciclagem, evitando o descarte em aterros ou no mar.>
Ao todo, 232 profissionais atuaram na linha de frente, sendo 188 catadores autônomos e 44 cooperados ligados à Coop Rede e ao coletivo Bariri. Os trabalhadores receberam equipamentos de proteção individual (EPIs), remuneração pelo quilo coletado e bonificações financeiras adicionais. >
“Os resultados da Central de Reciclagem na Festa de Iemanjá mostram que planejamento, parceria e compromisso com a sustentabilidade geram impacto real. Ao recolher 4,1 toneladas de materiais recicláveis em um evento de grande porte, fortalecemos a economia circular, reduzimos os impactos ambientais e valorizamos o trabalho dos catadores, que são peças fundamentais para uma cidade mais limpa, justa e sustentável” diz Ivan Euler, Secretário de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis) .>
A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Salvador, a Ambev e a startup de impacto SOLOS. Saville Alves, fundadora da SOLOS, ressalta que o sucesso da operação prova que grandes eventos podem servir como plataformas de inclusão social. "Estruturar a reciclagem é estruturar renda e cidadania", afirma a executiva.>
O modelo aplicado no 2 de fevereiro já se tornou padrão para o calendário oficial de Salvador, sendo replicado em datas como o Réveillon e o Carnaval. A startup responsável pela operação, que já gerou mais de R$ 6,5 milhões em renda para catadores ao longo de sua trajetória, reforça que a gestão inteligente de embalagens pós-consumo é essencial para proteger o ecossistema marinho soteropolitano e garantir a sustentabilidade dos festejos de rua.>