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Trump diz que Maduro foi colocado em navio rumo a Nova York e debocha: 'Assisti ao vivo, como um programa de TV'

Em entrevista à Fox News, presidente anunciou forte envolvimento dos EUA com o petróleo da Venezuela

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 12:25

Nicolás Maduro e Donald Trump
Nicolás Maduro e Donald Trump Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil e TheWhiteHouse/Fotos Públicas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi levado para Nova York após ser capturado durante a ofensiva americana contra a Venezuela. Segundo Trump, Maduro e a esposa foram transportados de helicóptero até um navio de guerra da Marinha dos EUA, que segue em direção ao território americano.

Donald Trump por Shutterstock

A declaração foi dada em entrevista à Fox News, horas depois do ataque que atingiu Caracas na madrugada. Até então, o paradeiro de Maduro era desconhecido, e o governo venezuelano dizia não ter informações sobre onde o presidente estaria.

Trump afirmou ainda que os Estados Unidos terão “forte envolvimento” com a indústria de petróleo da Venezuela. Ele não detalhou como essa atuação vai ocorrer, mas disse que a China “continuará recebendo petróleo venezuelano”. Questionado sobre quem deve assumir o poder no país, o presidente americano foi direto: “Ainda estou decidindo sobre o futuro da Venezuela”. Em seguida, citou a líder opositora María Corina Machado e a vice-presidente Delcy Rodríguez como nomes no cenário político.

Captura transmitida ao vivo

Na entrevista, Trump disse que acompanhou a operação em tempo real. “Eu assisti à captura ao vivo. Foi como ver um programa televisivo”, afirmou. Segundo ele, a ofensiva estava inicialmente prevista para ocorrer quatro dias antes, mas acabou adiada por causa das condições climáticas.

O presidente dos EUA também relatou que chegou a conversar com Maduro cerca de uma semana antes do ataque. “Eles quiseram negociar no final, mas eu não queria”, disse.

Segundo Trump, após ser capturado em Caracas, Maduro foi levado por helicóptero até o USS Iwo Jima, navio de assalto anfíbio da Marinha americana que estava posicionado no mar do Caribe desde o fim de 2025. A embarcação é uma das principais da frota dos EUA, equipada para operações aéreas e desembarques militares.

Ataque e reação da Venezuela

Após meses de especulação e reforço militar no Caribe, os Estados Unidos atacaram neste sábado diversos pontos da capital venezuelana. Uma série de explosões foi registrada em Caracas, com relatos de tremores, aeronaves voando em baixa altitude e correria nas ruas. Parte da cidade ficou sem energia elétrica, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota.

Em comunicado divulgado logo após o início da ofensiva, o governo da Venezuela afirmou que o país estava sob ataque e decretou estado de comoção exterior em todo o território nacional. O texto diz que Maduro ordenou a ativação de planos de mobilização e convocou forças sociais e políticas para reagir. “O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista”, afirma o comunicado.

A vice-presidente Delcy Rodríguez declarou não saber onde Maduro está e exigiu uma prova de vida do governo americano. Caracas acusa os EUA de tentar impor uma mudança de regime e tomar recursos estratégicos do país, especialmente petróleo e minerais, e afirma que se reserva ao direito de exercer legítima defesa.

Escalada de tensão

A pressão dos Estados Unidos sobre o governo venezuelano se intensificou a partir de agosto, quando Washington elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro e reforçou a presença militar no Caribe. Inicialmente, a Casa Branca afirmava que o objetivo era combater o narcotráfico, mas, com o tempo, autoridades americanas passaram a admitir que a meta era derrubar o governo venezuelano.

Nos últimos meses, navios petroleiros da Venezuela foram apreendidos por forças americanas, e Trump determinou bloqueios a embarcações alvo de sanções. Segundo o The New York Times, os Estados Unidos demonstram interesse direto nas reservas de petróleo do país, consideradas as maiores do mundo.

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Donald Trump Trump Venezuela